Asamblea

Colocado em 2021-06-08 In Em Aliança solidária com Francisco, Igreja - Francisco - movimentos

Francisco convoca a Assembleia do Povo de Deus – e, uma já foi realizada

AMÉRICA LATINA, Carlos Eduardo Ferré / Rede Geração Francisco •

Com uma sessão plenária na qual foram discutidas e aprovadas as conclusões das duas sessões anteriores, foi concluída a primeira Assembleia Eclesial convocada pela Rede Geração Francisco. —

A Rede Geração Francisco, como explicou um dos seus fundadores, o sociólogo Jorge Benedetti, propôs há sete anos, na altura da sua criação, ser um ponto de encontro para os argentinos e latino-americanos que, estavam dispostos a espalhar a palavra e, fundamentalmente, os actos do Papa Francisco e a assumir, na prática, a sua mensagem. As fortes campanhas contra ele, na Argentina e no mundo, e mesmo dentro da estrutura da Igreja, confirmaram a necessidade de uma acção popular neste sentido. O testemunho e o trabalho do Padre Pepe Di Paola fizeram-nos e, continuam a fazer-nos trilhar este caminho em comum.

A coincidência no tempo de origem e uma forte semelhança na inquietação por trás da “Aliança Solidária com o Papa Francisco” da equipa de schoenstatt.org (“Sonhemos juntos”) levou a vários encontros entre pessoas da Rede da Geração Francisco e membros de “Sonhemos juntos”. Um dos fundadores e autor do comunicado de imprensa que, partilhamos abaixo, é também schoenstatteano e autor do livro “O santo social” sobre o pensamento social do Padre José Kentenich.

“Uma assembleia eclesial é um sinal de uma Igreja sem exclusão” (Papa Francisco)

A notícia da convocação do Papa Francisco para uma assembleia eclesial latino-americana foi bem recebida pela Geração Francisco.

Quando ouviram a notícia, contactaram o responsável da iniciativa pastoral, Mauricio López, e propuseram-se divulgá-la e promover o seu desenvolvimento nos ambientes do catolicismo popular, tentando gerar condições para que a consulta ao Povo de Deus transcenda as esferas institucionais e, não se reduza às elites, como é o desejo do Santo Padre.

Leigos comprometidos com a realidade histórica e Pastores com “cheiro a ovelha”, o grande desafio

As três sessões em que a Assembleia se realizou através do sistema de teleconferência contaram com a presença de uma centena e meia de participantes de diferentes províncias da Argentina e alguns de países da América Latina.

“Foi uma experiência piloto para testar o método de convocação de reuniões virtuais, dadas as restrições às reuniões presenciais impostas pela pandemia”, diz Jorge Benedetti, um dos organizadores. Ele acrescenta que o convite foi feito de pessoa a pessoa.

Eva Cassano, encarregada de moderar a Assembleia, explica que “as conclusões elaboradas em grupos de doze pessoas, permitiram a participação activa de todos os concorrentes que, puderam expressar brevemente os seus pontos de vista sobre o tema apresentado, possibilitou um rico intercâmbio onde debatiam pessoas de diferentes idades, áreas geográficas, profissões, com militância em diferentes tipos de trabalho pastoral e também em diferentes práticas nos campos social, cultural, educativo, sindical e político, a maioria deles leigos, embora alguns sacerdotes e religiosos também se tenham juntado.

Pamela Encina diz que, de todas as apresentações, foram lavradas actas e depois foi feita uma síntese das mesmas. Pablo Cassano era o encarregado e expressou que, respondendo à questão de quais eram os factos da realidade que, causavam mais dor e quais eram os que eram uma nota de optimismo e esperança, eram os seguintes: “no primeiro tema, foram acentuados problemas como a injustiça social e a desigualdade, o abuso da terra e a falta de trabalho agravados pelos efeitos da pandemia. Além disso, a situação de exclusão dos sectores populares, a falta de futuro na ausência de um projecto comum, o aumento do tráfico de droga e a falta de liderança de todo o tipo que leva à desorientação popular e a falta de ouvir as pessoas.

Contudo, Cassano acrescenta, “a presença do Papa Francisco e da sua liderança moral sobre a Humanidade, as acções de solidariedade organizada ou espontânea, a presença de organizações populares onde a acção das mulheres e dos jovens, os crentes de diferentes credos que se reúnem em acções para o bem comum, a acção dos Padres das favelas, dos lares de Cristo, dos clubes de bairro e das diferentes e novas formas de organização comunitária são um motivo de esperança”.

Ao responder à questão de quais os compromissos a reforçar, concordou-se que é necessário reforçar a afirmação da comunidade e encorajar todas as suas expressões orgânicas, favorecendo a participação popular nas decisões, intensificando o trabalho por uma ecologia integral, comprometendo-se a ser uma Igreja em saída e a alcançar um maior empenho dos leigos na transformação da realidade e numa mudança de comportamento que, os faça abandonar as suas tendências clericais. A necessidade de mais Pastores “com cheiro a ovelha” que, saem ao encontro do povo foi também realçada.

Original: espanhol (5/6/2021). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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