Colocado em 26. Junho 2019 In Dilexit ecclesiam, Igreja - Francisco - movimentos, sinodo18

Três schoenstatteanos, quatro línguas, um mensagem em vídeo: Cristo vive!

CHRISTUS VIVIT, Maria Fischer •

Desta vez de Roma, São Pedro e com o Pe. Alexandre Awi. No dia 22 de Junho, dia da audiência com o Papa Francisco, chave de ouro do Fórum Internacional da Juventude, os schoenstatteanos que, nele participaram, enviaram a sua terceira e última mensagem em vídeo para a Família de Schoenstatt Internacional em quatro línguas e com apenas uma mensagem: Cristo vive. Cristo vive, a mensagem do Papa, a mensagem do Sínodo da Juventude, a mensagem para esta viagem pós-sinodal, é uma mensagem para todo o Schoenstatt, para este Movimento Apostólico fundado por jovens. —

 

Eles contagiam-nos com o seu entusiasmo, saudaram o Papa Francisco em nome de Schoenstatt e desafiam-nos a aplicar o Christus Vivit no agora de Schoenstatt e da Igreja.

A geração fundadora de Schoenstatt foi composta por um grupo de jovens e pelo próprio Padre Kentenich, que tinha apenas 28 anos no dia 18 de Outubro de 1914. Ele acreditava na força dinâmica e criativa da juventude para promover o desenvolvimento de Schoenstatt face aos desafios dos tempos.

Esta força dinâmica e criativa da juventude sente-se na mensagem deste vídeo, que é puro “Dilexit Ecclesiam”, sente-se na Carta da Juventude do Chile, sente-se nos projectos e desejos da juventude de Schoenstatt. Só falta torná-la nossa.

  • Faremos nossa a mensagem do Papa em “Christus Vivit”

  • Falaremos do que, pessoalmente, mais nos toca e não deixamos sózinho com isso o Roberto Henestroso.

  • E fá-lo-emos “sem demora”

 

Obrigado, Hemma, Lucas e Pe. Alexandre pela vossa mensagem jovem!

 

À frente: Pe. Alexandre e Lucas Galhardo

Discurso do Santo Padre Francisco aos participantes do Fórum Internacional de Jovens

Queridos jovens:

Estou muito feliz por estar convosco no final do XI Fórum Internacional da Juventude, organizado pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, com o objectivo de promover a implementação do Sínodo sobre Juventude, Fé e Discernimento Vocacional de 2018. Felicito o Cardeal Farrell e todos os seus colaboradores por esta iniciativa, que reconhece em vós, jovens, os primeiros protagonistas da conversão pastoral tão desejada pelos padres sinodais. Esta palavra “protagonista” não é um gesto de diplomacia e boa vontade, ou são protagonistas ou não são nada; ou vão à frente do combóio ou acabarão sendo o último vagão, arrastados pela maré. Protagonistas. Vós sois jovens e jovens em acção numa Igreja sinodal, e por isso meditastes e reflectistes nos últimos dias.

Agradeço ao Cardeal Farrell as suas palavras, a ti pela leitura do anúncio final e ao Cardeal Baldisseri, que levou para a frente a realização do Sínodo, pela sua presença. Obrigada.

O Documento final da última Assembleia sinodal vê “o episódio dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35) como um texto paradigmático, isto é, um modelo para se compreender a missão eclesial em relação às novas gerações” (n. 4). Quando os dois discípulos estavam sentados à mesa com Jesus, ele “tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e deu-lho”. Os seus olhos foram abertos e eles o reconheceram” (Lc 24,30s). Não é por acaso que tenhais podido celebrar a Solenidade do Corpus Christi (Corpo de Deus) precisamente nos dias em que estáveis reunidos para este encontro. Será que o Senhor vos quer abrir mais uma vez o coração e falar-vos através desta passagem do Evangelho? A experiência vivida pelos discípulos de Emaús levou-os, irresistivelmente, a partirem de novo, apesar de terem percorrido onze quilómetros. Está a escurecer, mas já não têm medo de caminhar à noite, porque é Cristo quem ilumina a sua vida. Também nós, um dia, encontrámos o Senhor no caminho da nossa vida. Como os discípulos de Emaús, fomos chamados a trazer a luz de Cristo para a noite do mundo. Vós, queridos jovens, sois chamados a ser a luz na escuridão da noite de tantos companheiros que ainda não conhecem a alegria da vida nova em Jesus.

Cleófas e o outro discípulo depois de terem encontrado o Ressuscitado sentiram a necessidade vital de estar com a sua comunidade. Não há alegria autêntica se não for partilhada com os outros. “Que bom e que agradável é, que os irmãos vivam unidos!” (Sal 133,1)  Imagino que estejais contentes por terdes participado neste Fórum. E agora que se aproxima o momento de se despedirem, talvez vocês já sintam saudades… E, Roma ficará mais sossegada. É normal que isso aconteça. Faz parte da experiência humana. Os discípulos também não queriam que Jesus Se fosse embora… “Fica connosco”, diziam, tentando convencê-l’O a ficar com eles. Em outros episódios do Evangelho emerge também este mesmo sentimento. Recordemos, por exemplo, a Transfiguração, quando Pedro, Tiago e João quiseram fazer tendas, tendas e ficar no monte. Ou quando Maria Madalena encontrou o Ressuscitado e quis retê-l’O. Mas “o Seu Corpo Ressuscitado não é um tesouro para conservar, mas um Mistério a partilhar” (Documento final do Sínodo, 115).

Nós encontramos Jesus sobretudo na comunidade e pelas ruas do mundo. Quanto mais levamos Jesus aos outros mais O sentimos nas nossas vidas. E tenho a certeza que vocês o farão quando regressarem aos vossos lugares de origem. O texto de Emaús diz que Jesus acendeu um fogo no coração dos discípulos (cf. Lc 24, 32). Como vocês sabem, o fogo, para que não se apague, tem que se expandir, se não torna-se cinza, tem que se propagar. Por isso, alimentem e difundam o fogo de Cristo que têm em vós!

Queridos jovens, repito-vos uma vez mais:  Vós sois o hoje de Deus, o hoje da Igreja! Não só o futuro, não, o hoje. Ou jogam hoje ou perdem o jogo. Hoje. A Igreja precisa de vós para ser, plenamente, Ela própria. Como Igreja, vós sois o Corpo do Senhor Ressuscitado presente no mundo. Quero que se lembrem sempre que sois membros de um corpo, desta comunidade. Vocês estão unidos um ao outro e sozinhos não sobreviveriam. Vocês precisam um do outro para, realmente, fazerem a diferença num mundo cada vez mais tentado pelas divisões. Pensem nisto: no mundo há cada vez mais divisões; e as divisões trazem guerras, trazem inimizade. E vocês têm que  ser a mensagem da unidade. Que vale a pena ir por este caminho! Só caminhando juntos, seremos verdadeiramente fortes. Com Cristo, o Pão da Vida que nos dá força para o caminho, levemos a luz do Seu fogo para as noites deste mundo!

Gostaria de aproveitar esta oportunidade para vos fazer um anúncio importante. Como sabem, o caminho de preparação para o Sínodo de 2018 coincidiu, em grande parte, com o itinerário da JMJ do Panamá, que se realizou apenas três meses depois. Na minha mensagem aos jovens de 2017 expressei a esperança de que houvesse uma grande sintonia entre estes dois caminhos (cf. também Documento Preparatório, III, 5). E ali está uma mulher portuguesa entusiasta… Para esta etapa de peregrinação intercontinental dos jovens, escolhi como tema: “Maria levantou-Se e partiu sem demora” (Lc 1,39). E, para os dois anos anteriores, convido-vos a meditarem sobre os versículos: Jovem, a ti Te digo, levanta-te! (cf. Lc 7, 14; Christus vivit, 20) e Levanta-te! Faço-te testemunha das coisas que viste! (cf. At 26,16). Com isto, desejo também desta vez, que haja sintonia entre o caminho para a Jornada Mundial da Juventude em Lisboa e o caminho pós-sinodal. Não ignorem a voz de Deus que vos empurra a levantarem-se e a seguirem os caminhos que Ele vos preparou. Como Maria, e juntamente com Ela, sede todos os dias, portadores da Sua alegria e do Seu amor. Diz-se que Maria Se levantou e, sem demora, foi apressadamente ver a prima. Sempre prontos, sempre apressados, mas não ansiosos, não ansiosos. Peço-vos que rezeis por mim e agora dou-vos a minha bênção. Todos juntos, cada um na sua língua, mas todos juntos, rezemos a Ave-Maria: Ave-Maria…

 

Fotos: Dicastério para os Leigos, a Familia e a Vida (Flickr)

Original: espanhol (23/6/2019). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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