Colocado em 21. Junho 2019 In Igreja - Francisco - movimentos, sinodo18

Jovens em acção numa Igreja sinodal

XI Fórum Internacional da Juventude, redacção •

“No tempo do Sínodo partilhámos, lutámos juntos, trabalhámos juntos, alegrámo-nos juntos para sermos Igreja juntos”: com estas palavras, Sua Eminência o Card. Lorenzo Baldisseri reuniu jovens de todo o mundo em Ciampino por ocasião do XI Fórum Internacional da Juventude, no exacto coração do Sínodo a eles dedicado, revivendo com eles a experiência apaixonante e fecunda do caminho sinodal.

Os jovens que participam neste XI Fórum Internacional, organizado pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, chegaram realmente “por mil caminhos diferentes”: os espaços do centro “Il Carmelo” de Ciampino (Roma), sede do evento, estavam repletos de sons e cores dos cinco continentes. Superar as barreiras linguísticas e culturais para encontrar um espaço comum de encontro foi uma questão de momentos: ser jovem e estar unido pela mesma fé tem, sem dúvida, muitas vantagens.

Participam cerca de 250 jovens entre 20 e 28 anos, comprometidos com a Igreja, provenientes de mais de 100 países do mundo e de cerca de quarenta dos principais Movimentos eclesiais e comunidades com grande projecção internacional. Durante os quatro dias de trabalho do Fórum, os delegados reflectirão sobre as conclusões do recente Sínodo dedicado aos jovens, à fé e ao discernimento vocacional e sobre a Exortação Apostólica Christus vivit para chegarem a propostas concretas de acção pastoral. Entre os participantes estão também schoenstatteanos: o Pe. Alexandre Awi, Padre de Schoenstatt, do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Hemma Struntz, da Juventude Feminina Austríaca, e Lucas Galhardo, da Juventude Masculina de Schoenstatt no Brasil.

O caminho sinodal e o seu impacto nas Igrejas locais

No primeiro dia de trabalho, que começou com a saudação de Sua Eminência o Card. Kevin Farrell, foi dedicado ao tema: “O caminho sinodal e o seu impacto nas Igrejas locais”.

O Pe. Giacomo Costa, secretário especial do Sínodo dos jovens, foi o encarregado de transmitir o evento, sublinhando o clima de acolhimento, autenticidade e liberdade em que se desenrolam os trabalhos: “No caminho sinodal, o diálogo entre Bispos e jovens foi fecundo e muitas questões foram suscitadas: o desejo de serem ouvidos, a importância e as dificuldades com as famílias e com o mundo do trabalho, as questões colocadas pelo mundo digital, a globalização, a imigração, as questões ecológicas, a experiência de um arrefecimento na vida das comunidades eclesiais e litúrgicas e, sobretudo, o desejo de uma Igreja autêntica, próxima, transparente e comprometida”.

As outras intervenções da manhã, da responsabilidade dos jovens auditores do Sínodo e dos agentes da Pastoral da Juventude que trabalharam na preparação do próprio Sínodo, confirmaram este clima de escuta e de afecto, assim como a forte impressão neles suscitada pela atenção e cuidado que lhes era prestado todos os dias, durante os trabalhos, pelos Padres sinodais e, sobretudo, pelo Papa Francisco.

Os trabalhos de grupo da parte da tarde centraram-se na segunda parte do tema – o impacto sobre as Igrejas locais – com uma avaliação ainda em curso que, parte da constatação que, nas diversas realidades, o acolhimento do Sínodo é desigual, mas que, no entanto, é importante que se tenha dado atenção aos jovens: o Sínodo, em todo o caso, é um processo, não um evento fechado, e cabe a nós colocá-lo em prática na vida quotidiana das Igrejas locais.

 

Fonte: Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida

Entrevista ao Pe. Alexandre Awi sobre o Fórum no Vatican News

Foto acima: Panamá2019, Peregrinação/Campo de S. João Paulo II, Osaldo Montenegro

Original: espanhol (20/6/2019). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

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