Colocado em 23. Fevereiro 2019 In abuso, Igreja - Francisco - movimentos

Em e como Igreja culpada e ferida

SENTIR COM A IGREJA, redacção, com material da Sala de Imprensa do Vaticano •

“Nestes dias convido-vos a rezar pelo Encontro sobre a proteção dos menores na Igreja, evento que quis como acto de forte responsabilidade pastoral face ao urgente desafio do nosso tempo”, pediu o Papa Francisco a toda a Igreja, num Tweet de 18 de Fevereiro. Este Encontro começou ontem (21 de Fevereiro) e, como schoenstatteanos, sentimo-nos chamados a rezar e a oferecer muito, em e como Igreja culpada e ferida.—

Na segunda-feira (18 de Fevereiro), na Sala de Imprensa da Santa Sé, teve lugar a conferência de apresentação do Encontro “A proteção dos menores na Igreja” que, acontecerá na Aula Nova do Sínodo, no Vaticano, de 21 a 24 de Fevereiro de 2019, com a participação dos presidentes das Conferências Episcopais do mundo.

Intervieram na apresentação os seguintes membros da Comissão Organizadora: o Cardeal Blase J. Cupich, Arcebispo de Chicago, Mons. Charles J. Scicluna, Arcebispo de Malta e sub-secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, o Padre Francisco Lombardi SJ, presidente da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger – Bento XVI e, moderador do Encontro, Padre Hans Zollner SJ, presidente do Centro para a Proteção de Menores da Pontifícia Universidade Gregoriana, membro da Pontifícia Comissão para a proteção de menores e a Irmã Bernadette Reis FSP, assistente do Director da Sala de Imprensa da Santa Sé.

O silêncio inaceitável

Monsenhor Scicluna enfatizou durante a Conferência de Imprensa que “a negação é um mecanismo primitivo mas, devemos afastar-nos do código de silêncio, quebrar a cumplicidade porque, o silêncio não é aceitável”.

O prelado reiterou que, o Encontro, faz parte de uma caminhada empreendida pela Santa Sé já há algum tempo e que, agora, quer criar as condições adequadas para que, haja um seguimento concreto dos Bispos quando regressarem à sua Diocese.

Continuar o trabalho, elaborar “procedimentos”, conscientes das suas responsabilidades. Quando se trata da “proteção da inocência”, insistiu, “não devemos desistir”, precisamos de encontrar soluções que, sejam, cada vez mais, apropriadas para o problema porque, “a Igreja é um lugar seguro para todos, especialmente para as crianças”, sublinhou.

Monsenhor Scicluna também falou das “expectativas” que caem nesta reunião, afirmando que podemos começar com “expectativas razoáveis”: em “três dias”, de facto, todas as questões não se podem resolver.

 “Um novo amanhecer e transparência”

Por seu lado, o Cardeal Blase J. Cupich referiu-se a um “novo amanhecer no que diz respeito à transparência” e assinalou que, os prelados participantes devem compreender, com clareza, quais são as suas responsabilidades neste enquadramento e que, um “programa de salvaguarda” pontual pode evitar a repetição do que aconteceu no passado.

O Cardeal Blase J. Cupich assinalou que, muitos dos que participam na Cimeira já tiveram reuniões com as vítimas como foi pedido pelo Papa Francisco e que, cada um “tem as feridas no seu coração” dos que foram maltratados por alguns membros da Igreja.

Por outro lado, o Arcebispo de Chicago, disse que, a homossexualidade não é, em si, “uma causa de abuso” e, fez referência a métodos de deteção apropriados que, devem ser instrumentalizados para quem deseje entrar no Seminário, de modo que, fiquem excluídos, à entrada, os que estão “em risco” de “casos de abuso infantil”.

Números e contextos

Com respeito à possível publicação de dados estatísticos sobre as vítimas de abuso e sobre o comportamento adoptado pelos membros da Igreja para fazerem face ao problema, Monsenhor Scicluna disse que, é uma opção que, provavelmente, virá mas que, “não basta publicar os números, é preciso um estudo exaustivo para os contextualizar”.

Uma resposta global

O Padre Federico Lombardi explicou a dinâmica que, a reunião sobre a proteção de menores, terá.

Os três dias de discussão serão dedicados a um tema específico: a responsabilidade dos Bispos; o chamado “dar contas”, isto é, a quem devem os Bispos e os altos Superiores das Ordens Religiosas, dar contas.

Os 190 presentes na Aula Nova do Sínodo, ouvirão, de quinta a sábado, três boletins informativos diários, também a cargo de três mulheres, seguidos de perguntas e respostas e de trabalho em grupo. A seguir haverá testemunhos dos sobreviventes e momentos de oração, na abertura e encerramento do dia.

O Papa Francisco abriu os trabalhos com uma introdução e, encerrá-los-á no Domingo com um discurso depois da Missa.

A celebração Eucarística será levada a cabo na Sala Régia às 9 e meia da manhã e a Homilia será proferida pelo Arcebispo Mark Coleridge, presidente da Conferência de Bispos da Austrália. Outro momento litúrgico terá lugar no sábado à tarde, com a Liturgia Penitencial.

Site web

Por fim, o Padre Hans Zollner elucidou os jornalistas acerca do site oficial do Encontro que, foi activado para ser uma “ferramenta para o desenvolvimento de iniciativas futuras” e disse que o site https://www.pbc2019.org/it/home (por agora só em inglês e italiano NT) será actualizado periodicamente para apoiar os esforços dos meios de comunicação.

 

Reflexões sobre o tema em schoenstatt.org

Original: espanhol (21/2/2019). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

Como Igreja que somos, também nós, trazemos este tesouro – a graça – em vasos de barro

Reflexiones sobre el tema en schoenstatt.org

 

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