Colocado em 22. Outubro 2018 In Igreja - Francisco - movimentos

“Ela é minha Mãe. Encontros do Papa Francisco com Nossa Senhora”. O livro do Pe. Alexandre Awi de Mello agora em italiano

ITÁLIA, Pamela Fabiano  •

Nas livrarias a partir de 18 de Outubro. Uma data que não é por acaso – todos os schoenstatteanos sabem o porquê – foi escolhida para a saída do livro do Pe. Alexandre Awi de Mello “È mia Madre. Incontri con Maria” (editado por Cittá Nuova, pp 320, 22 euros, Título original em português: Ela é minha Mãe. Encontros com Maria, Loyola Press, Brasil).

Um livro especial, já publicado em português (original, 2014), espanhol (2014), e alemão (2016), fruto de um diálogo do autor com o Santo Padre, nos dias a seguir ao Natal de 2013. O Papa Francisco fala sobre si próprio, conta coisas da sua vida e de quanto Nossa Senhora sempre esteve presente em todos os dias da sua vida, gestos, acções pastorais. Um diálogo simples, amigável, profundo, no qual Bergoglio se revela inédito, terno, a espaços comovido e o autor nos convida a fazermos um percurso através do coração e dos pensamentos marianos do Santo Padre.

O autor e o Papa

O Pe. Alexandre Awi de Mello é um Padre de Schoenstatt, mariólogo e já foi Director do Movimento no Brasil. Teve a oportunidade de se encontrar várias vezes com o Cardeal Bergoglio do qual foi secretário quer seja, durante a Assembleia Geral dos Bispos do CELAM em Aparecida, em 2007, quer seja, no decurso da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013. Esta proximidade e confiança foram-se consolidando no tempo e hoje Pe. Alexandre trabalha em Roma como Secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, na Santa Sé e, agora mesmo está a participar no Sínodo dos Bispos sobre os jovens, como membro da Comissão para a redacção do Documento final.

“ O livro – escreveu o Papa numa carta de agradecimento ao Pe. Alexandre – está escrito com o coração. Fico feliz por o meu testemunho ter servido para louvar a nossa Mãe”. E o testemunho do Papa revela uma relação indissolúvel, filial com a Mãe de Deus, feita de encontros profundos e de olhares de ternura e de amor.

Durante o diálogo com o Papa, Awi de Mello – escreve o teólogo argentino Carlos Maria Gallí que é o autor do prefácio – descobre que “para Francisco a coisa mais importante é a fé mariana do santo povo fiel de Deus”, que nos ensina a amar Maria para além da reflexão teológica. Enquanto filho e membro, como qualquer outro, do Povo de Deus, Bergoglio – Francisco – participa do sensus fidei fidelium identifica-se com a profunda piedade mariana do povo cristão. Durante as conversas, o Pe. Awi descobre as raízes vitais do afecto filial do Papa por Nossa Senhora, amadurecido no seio da sua família e da sua formação salesiana”.

No coração mariano de Francisco

A partir, pois, de uma entrevista pessoal concedida ao autor, Francisco descreve os seus encontros com Nossa Senhora, desde a sua infância até à sua missão actual como Bispo de Roma. Fala das suas orações e devoções marianas preferidas, da importância dos Santuários marianos, dos valores da piedade popular, do papel da mulher e de Maria na Igreja, para além de encarar outros assuntos da actualidade.

Francisco fala da sua devoção a Nossa Senhora, nascida quando ainda era muito pequeno, na família e graças à avó, de como sempre se voltou para Maria nos momentos difíceis, do seu empenho pelas peregrinações marianas com os jovens do Santuário de Nossa Senhora de Luján. “Como Bispo – contou a Awi de Mello – cada vez que tinha um problema ia lá…” Tanto que quando os Padres do Santuário me viam chegar, já diziam: “Lá vem o Bispo. Deve estar com um problema daqueles!”. De Nossa Senhora Bergoglio, no entanto, não se aproximava só para pedir ajuda mas também, para Lhe levar flores no dia em que a Igreja festeja a Solenidade de Maria Auxiliadora. “Sim. Todos os dias 24 de Maio levava flores a Nossa Senhora. Foi assim que Nossa Senhora foi entrando, entrando…”E, ainda hoje, cada vez que tem uma viagem pela frente, o Santo Padre, leva flores a Nossa Senhora Salus Populi Romani a Santa Maria Maior.

Maria, a Mãe dos pobres, dos indefesos, dos necessitados, dos marginalizados é a âncora à qual se confia Francisco. A Ela, convida todos a entregarem-se porque, como disse no Santuário de Aparecida:” Onde há uma cruz para carregar, aí junto de nós está sempre Ela, a Mãe”. Confiar em Maria, na Sua acção de intercessão junto do Filho, para se viver uma cultura de proximidade com o outro na vida quotidiana. Um ensinamento que evoca palavras e obras do nosso Fundador, o Padre Kentenich, e que traz ao pensamento a imagem da Cruz da Unidade.

Um impulso para o Movimento

O livro “È mia Madre. Incontri con Maria” diz-nos muito também da relação espontânea e familiar do Santo Padre com a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt. O Papa Francisco conhece e reza habitualmente “Nos cum prole pia…” e guarda na sua mesa-de-cabeceira a imagem da Mater, que lhe foi oferecida pelo próprio Pe. Awi de Mello. O retrato do Santo Padre que, está na capa deste livro tão bom de ler, é o de um homem cuja vida está ligada indissoluvelmente à de Maria e todos os schoenstatteanos, com Aliança de Amor, podem compreender bem o que quer dizer.

Para Schoenstatt é um atestado de amizade, de facto, mas também motivo que nos impele a viver o carisma de Movimento, o amor a Maria e à Igreja, com empenho renovado e a sermos, cada vez mais, missionários, pela difusão concreta, entre as pessoas, de uma cultura de Aliança através da qual viver plenamente o cristianismo.

 

Para comprar o livro em italiano

 

Original: italiano (18/10/2018). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal/ corr.: Maria Fischer

 

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