Colocado em 2017-02-25 In Campanha, Igreja - Francisco - movimentos, Projetos

Um testemunho de solidariedade por parte de jovens muçulmanos em Mossul

IRAQUE, Maria Fischer com material de AICA e AIN •

É um sinal de esperança, no meio de tanta insegurança, acerca do rumo dos povos do Médio Oriente e do grande desejo pela paz, expresso, tantas vezes, pelo Papa Francisco. Algumas famílias cristãs regressaram aos seus lares na cidade de Mossul, no Iraque, zona que estava ocupada pelo Estado Islâmico (ISIS – DAESH) desde 2014 e que foi recuperada em Janeiro de 2017. Um grupo de voluntários que colaboram na reconstrução da cidade, muitos deles muçulmanos, ajudaram a limpar a igreja dedicada a Nossa Senhora que, tinha sido usada como base logística do ISIS durante a ocupação.

“Pelo menos três famílias arménias já regressaram às suas casas nestas zonas resgatadas”, informou a Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) em 15 de Fevereiro.

O Estado Islâmico ocupou Mossul (cidade situada no noroeste do Iraque) em 9 de Junho de 2014 e obrigou os cristãos a abandonarem as suas casas, muitas das quais foram, imediatamente, expropriadas pelos invasores. “Os cristãos foram à procura de refúgio, primeiro nas povoações da Planície de Nínive ou em Kirkuk e, a seguir em Erbil e nas povoações do Curdistão iraquiano”, informou a AIS. Aí instalaram as suas tendas de refugiados junto às dos exilados de Qaragosh, outra cidade invadida pelos terroristas, uns dias depois.

Depois de mais de dois anos, em Outubro de 2016, o governo iraquiano, as forças curdas e a coligação internacional iniciaram a ofensiva para reconquistar Mossul. Finalmente, o exército conseguiu entrar na cidade em Janeiro de 2017.

Encrustada desde swr

Voluntários muçulmanos consertam uma igreja em Mossul

A igreja caldeia dedicada a Nossa Senhora, em Mossul, foi confiscada pelo Estado Islâmico (ISIS) e usada como base logística durante a ocupação da cidade. Depois que o exército iraquiano recuperou a cidade, em Janeiro de 2017, um grupo de 30 jovens que pertencem a uma organização de voluntários civis, na sua maioria muçulmanos), limparam a igreja, tiraram os escombros e repararam os danos.

Esta obra forma parte dos trabalhos que estão a ser realizados em todos os bairros recuperados pelo exército, para apagar o rasto que o terrorismo deixou – incluindo os graffiti, cartazes e murais – em lugares públicos e nos monumentos urbanos.

A Mãe Peregrina está no Iraque, Israel, Líbano, Dubai…

Dá muita alegria esta notícia. Tantos cristãos, em tantos países da Europa que, dia-a-dia, dão uma mão aos refugiados muçulmanos que fogem de bombas, violência, insegurança, medo… Dá alegria saber que, por exemplo, numa Paróquia perto de Colónia há, todos os Domingos, um grupo de refugiados muçulmanos na Missa, atentos, espantados, agradecidos…e que agora pediram o Baptismo. Dá alegria saber que uns refugiados menores de idade num Lar de Crianças fazem “milhentas” perguntas sobre a Quaresma…Dá alegria que uns empregados muçulmanos numa clínica se tenham oferecido para fazerem o turno de Natal para que os seus colegas cristãos pudessem celebrar o Natal…e que, agora, os jovens muçulmanos preparam a Casa do Senhor para os seus irmãos cristãos em Mossul.

A Mãe Peregrina está nos arredores de Mossul. Está em Bagdade há muito tempo, também no Líbano, está em Alepo e, saíu há pouco tempo para Israel. Por estes dias, está no Dubai, esperando que alguém Lhe abra a porta num país, predominantemente, muçulmano mas, com uma presença forte de cristãos que para lá foram à procura de trabalho. Os missionários argentinos que levaram a Peregrina para estas terras deram-se conta de que há uma forte corrente da Mãe Peregrina – de Nossa Senhora de Guadalupe. Também, Ela espera para presentear a Sua presença neste país aos cristãos que sofrem, em grande parte, por más condições de trabalho e de saudades dos seus países, das suas culturas, das suas famílias…e com todo o Médio Oriente, pela paz.

Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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