Colocado em 2016-02-17 In Francisco - iniciativos e gestos, Igreja - Francisco - movimentos

Momentos de Francisco no México

FRANCISCO NO MÉXICO •

Francisco na terra da Virgem de Guadalupe. Mensagens e gestos fortes. Menciona a corrupção, o narcotráfico, a exclusão, a violência, o tráfico de pessoas, os sequestros… todos os problemas, pede uma política autenticamente humana e uma sociedade onde ninguém se sinta vitima da cultura do descarte.

Encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático

“Deus pede-lhes que tenham um olhar capaz de interpretar a pergunta que grita no coração da vossa gente… Não são precisos príncipes, mas uma comunidade de testemunhas do Senhor”, disse aos bispos. “Se tiverem que discutir, discutam!, se tiverem que dizer coisas, digam-nas na cara!” “Peço-lhes que não caiam na paralização de dar velhas respostas a novas perguntas. Ai de vós, se dormirem sob os louros conquistados!”.

Encontro com os bispos do México na catedral

Não menos fortes são os encontros

Sente-se a bênção que surge da cultura do encontro: do encontro entre o Santo Padre e o Santo Povo de Deus, do encontro entre culturas e povos (nunca a palavra “mestiço” teve este tom tão especial), o encontro entre San Juan Diego e a Virgem, do encontro de Deus e cada ser humano, querido por Ele como filho.

Houve gestos de encontro especiais neste primeiro dia no México. Quando Francisco na sexta-feira muito tarde, e depois de uma longa viagem e do encontro histórico com Kiril, chegou à Nunciatura, esperavam-no centenas de pessoas. Não estava previsto no programa. Já passava da meia-noite, o Papa saiu para saudar: esteve com essas centenas de pessoas durante cerca de dez minutos, rezou com elas e abençoou-as, para depois lhes dirigir algumas palavras.

Francisco pediu aos presentes para rezarem “pelas pessoas que quero e também pelas que não quero e pelas que têm ciúmes ou inveja”.

O Papa exortou ainda a rezarem à Mãe de Deus por todos “os que nos fizeram mal” já que o Senhor nos vai dar a força para fazê-lo.

Francisco abençoou-os e recordou “que amanhã é sábado, é um dia meio livre e depois de amanhã é domingo e é um dia livre e temos muitas atividades. Temos que estar todos descansados”.

“Amanhã voltaremos a encontrar-nos. Mas não se esqueçam, enquanto vão para casa e antes de dormir, recordem esses rostos, as pessoas que nos querem, e as que não gostam de nós, e as que nos fizeram mal, para que a Virgem as abençoe”.

“Adeus, bom descanso, que Deus vos abençoe”, concluiu.

Uma grande festa

Foi o presente de ouro da tão esperada chegada do Santo Padre ao México. Chegou ao aeroporto internacional Benito Juárez a bordo do avião da Alitália às 19,24 (hora local).

No meio de um grande ambiente de festa, marcado pelos cantos tradicionais como o popular “Cielito lindo” e com estribilhos como “¡Se ve, se siente, el Papa está presente!” e “¡Esta es la juventud del Papa!”, os mexicanos receberam o Pontífice, a sétima vez que um Papa visita esta nação.

As centenas de assistentes fizeram dos seus telemóveis “tochas” enquanto diversos artistas interpretavam a canção “Luz”.

Um alegre grupo tocou e dançou “El son de la negra” enquanto o Papa conversava animadamente com o mandatário mexicano e a sua esposa.

Quebrando o protocolo, como costuma fazer, o Santo Padre aproximou-se do coro de crianças e artistas como Cristian Castro, Pedro Fernández, Lucero, Diego Verdaguer, entre outros. Aconteceu o mesmo que no aeroporto de Asunción, Paraguai: ao vê-lo aproximar-se as crianças correram para abraçar o Papa.

Antes de os deixar, o Papa abençoou o grupo e começou a andar em direção às grades onde estavam milhares de fiéis a quem também abençoou.

Na sua passagem pelas tribunas o Papa beijou e dedicou alguns segundos a uma criança com incapacidade.

O diretor do grupo de mariachis presente no aeroporto aproximou-se do Pontífice e, depois de lhe pedir que pusesse o “sombrero” característico que levava, conversou com ele brevemente.

Um clássico

Sendo já um hábito, Francisco trocou o papamóvel por um Fiat 500L de cor branca para regressar à Nunciatura Apostólica, depois de uma manhã cheia de atividades no coração da capital do México.

A seguir a um longo discurso dirigido aos bispos na Catedral Metropolitana, o pontífice abordou o pequeno veículo para percorrer os 13,5 quilómetros até à residência situada no sul da capital.

Já com o seu segundo “sombrero”… Torna-se mexicano entre os mexicanos.

Parece ter todo o tempo do mundo para cada encontro. Algo muito jesuíta. Santo Inácio disse aos seus sacerdotes que nunca deixassem sentir a um pessoa que estão com pressa…

Ficou a grande mensagem: “Venho como missionário da misericórdia e paz, mas também como filho que quer prestar homenagem à sua mãe, a Virgem de Guadalupe.”

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Cobertura da Viagem de Francisco ao México

 

Original: espanhol. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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