Colocado em 2016-02-26 In Igreja - Francisco - movimentos

Francisco no meu México: Testemunhos de schoenstatteanos mexicanos (4)

FRANCISCO NO MEXICO, Chiapas, por Mayra Delgado de Yamallel •

Abençoada oportunidade que tivemos, a Mónica Guerra de Morales e eu, de assistirmos ao Encontro de Famílias com S. S. Francisco em Tuxtla Gutiérrez, Chiapas!

Em companhia de quatro amigas pertencentes ao Apostolado da Cruz, chegámos a esta cidade na noite anterior ao encontro. Tínhamos uns bilhetes para o Estádio Víctor Reyna que, nos foram facilitados pela Arquidiocese de Monterrey.

A primeira questão foi a de decidirmos a que horas, seria conveniente apresentarmo-nos na manhã seguinte. A entrada no Estádio estava marcada para as 8h da manhã. (estimava-se que o evento começasse às 16h15m). Uma das nossas companheiras contactou amigas suas que, viajavam com o Pe. Lomelí (Encarregado da Pastoral Familiar em Monterrey) e, acordámos que o melhor seria sair do nosso hotel às 4h30m da madrugada.

Iam ser aproximadamente 12 horas de espera, por isso, fomos preparadas com alguma comida, porque sabíamos que não iam vender nada lá dentro, muito protector solar, repelente e muitíssima emoção e entusiasmo!

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Espera ansiosa

Aproximámo-nos o mais que pudemos do Estádio, já que, os acessos estavam encerrados desde a noite anterior, andámos, à volta de um quilómetro e meio e, no caminho, encontrámos o Pe. Lomelí. A Arquidiocese tinha-nos dado uns chapéus e um lenço de cabeça para nos podermos reconhecer e, isso, ajudou-nos muito. Ao fim de andarmos esse troço de caminho chegámos ao Estádio e, encontrámos um primeiro controle. O Padre e nós passámos sem problema e, fomos para a fila que já se tinha formado desde a noite anterior. O relógio marcava as 5h 15m da manhã. Juntámo-nos às outras pessoas que vinham de Monterrey. Aí ficámos a saber que alguns conhecidos nossos que tinham chegado minutos depois de nós já não conseguiram passar esse primeiro controle e, que os estavam a mandar fazer outras filas muito longe do Estádio. De verdade, isso fez-nos sentir muito privilegiadas.

Rezámos o Terço, falámos com pessoas de outros Estados e, defendemos os nossos lugares porque não faltava quem quisesse saltar a fila. Enfim, estávamos ansiosas por entrarmos no recinto e apanhar o melhor lugar possível. A entrada foi às 9h 15 m, uma hora depois do estipulado. Entrar no Estádio e ver a réplica da Cruz de Copoya ( a original está numa colina e é o ex-libris desta cidade), a cadeira que ocuparia o Papa Francisco e, um lado da Imagem da Sagrada Família, fez o nosso coração saltar de emoção. Sentámo-nos nas cadeiras, muito perto de toda as pessoas de Monterrey.

As primeiras horas transcorreram com normalidade. Havia pouca gente podíamos sair dos nossos lugares e procurar uma sombra.

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Horas muito difíceis

Houve um programa muito completo e animado durante as horas de espera. Cânticos com marimbas e músicos ao vivo, ensaio de “palavras de ordem”, testemunhos, a clássica “onda”, mas passado pouco tempo vieram avisar-nos que não havia água nas casas-de-banho. O sol começava a ficar mais forte e a água que ofereciam começava a escassear. O Estádio começou a encher-se muito! As pessoas nos corredores, paradas e sentadas tornavam difícil a mobilidade. Uma companheira foi buscar alguém da segurança (havia muito pouco pessoal para manter a ordem) para lhe dizer que era perigoso que as pessoas estivessem nos corredores, ao que lhe responderam, que não podiam fazer nada. A combinação destes factores tornou as últimas três horas MUITO difíceis. Frequentemente era pedida a ajuda dos paramédicos (que dificilmente podiam passar) para retirarem em maca as pessoas com insolação ou desmaiadas. Da nossa parte, começámos a desesperar e a angustiar-nos. O calor era insuportável e, o excesso de pessoas dava-nos a sensação de que nos afogávamos. Mas Deus em tudo opera! Nesse momento, dentro do programa, constava a Adoração do Santíssimo. Começámos todos a rezar e, com a pouca água que tínhamos, molhávamos o corpo. Jesus presente neste Santíssimo Sacramento, aliviou-nos e infundiu as forças necessárias para a última arrancada.

Chega o helicóptero do Papa

E, de repente, por volta das três da tarde anunciaram que, a hora do encontro se ia adiantar o mais possível. Isso, foi esperançoso, mas às 3 e um quarto, no momento em que, nos écrans, projectaram a imagem do helicóptero de S.S. que, de San Cristóbal já vinha para Tuxtla, como por magia, entrou em todos os presentes uma euforia inexplicável! Os milhares de corações que estavam neste Estádio esqueceram qualquer desconforto e, começou a respirar-se uma alegria impossível de explicar com palavras. Nem vale a pena contar quando sobrevoou o Estádio! Todos saltávamos e agitávamos os braços1 O helicóptero tocou terra e nos écrans vimos a figura do Papa descer. Sabíamos que estávamos a minutos de o poder ver!

Abençoada oportunidade de estar e sentir perto o Papa que sorri, que repreende, que motiva!

No momento de vislumbrar o Papamóvel com a sua figura, o êxtase foi total. Todos queríamos agarrar o seu olhar e, como crianças que querem alcançar bolhas de sabão, queríamos alcançar uma bênção sua.

Começou o discurso, com um amável e amoroso “Boas tardes”. Eram maravilhosas tardes! Cada palavra pronunciada por ele era de um Pastor “com cheiro a ovelha”. A sua mensagem, sumamente esperançosa e animadora, dirigida às famílias mexicanas e do mundo, foi escutada com muita atenção e respeito pelos milhares de fieis que se encontravam ali reunidos.

Todas levávamos as nossas intenções. Algumas escritas, outras com fotos impressas. Cada um de nós,queria tornar presente ao Santo Padre, as nossas famílias, amigos e todas as pessoas que se-nos tinham encomendado, uma oração, um pedido.

Sua Santidade, sabia-se mergulhado num povo marcadamente mariano. Foi, talvez, por isso, que o Evangelho que escutámos foi o das Bodas de Caná; e, talvez, também, o que nos motivou a darmos todos as mãos e rezarmos juntos uma Avé Maria…

Abençoada oportunidade de estar e sentir perto o Papa que sorri, que repreende, que motiva! Do Papa que reza e que pede que rezemos por ele! Daquele que acredita e, que nos fez comprometer a defender a família acima de tudo!

Do Papa que, simplesmente, CATIVA… E, que não nos deixa outra opção senão ATIRAR-SE!

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Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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