Colocado em 2. Maio 2015 In Aliança solidária, Igreja - Francisco - movimentos

Mais de 3.600 mortos e 6.500 feridos, o Nepal precisa da nossa solidariedade

por Álvaro Real, Aleteia.org, VIS •

O Papa Francisco decidiu enviar uma contribuição de 100.000 dólares para o Nepal para ajudar as vítimas do terramoto que fustigou, duramente, este país, durante o fim de semana e, que tirou a vida de mais de 4.000 pessoas.

A quantia que, será enviada à Igreja local, aplicar-se-á no trabalho de assistência aos deslocados e, às vítimas do terramoto e, representa uma expressão concreta dos sentimentos de proximidade espiritual e alento paternal para com as pessoas e territórios atingidos, manifestados pelo Papa durante o Regina Coeli do Domingo, 26 de Abril. As Conferências Episcopais e os organismos de caridade católicos já estão a trabalhar nas tarefas de socorro.

Precisa-se

“Continuam a ser sentidas réplicas e as pessoas têm muito medo. Toda a gente dorme no chão, as crianças também com medo que, se repita”, assim, explica o missionário salesiano Jacob Punneli que, trabalha no vale de Katmandú, a situação que se vive no Nepal.

Os missionários salesianos que trabalham neste país asiático já começaram a proporcionar os primeiros auxílios a famílias necessitadas, “São precisos alimentos, mantas, remédios, tendas de campanha, roupa quente…Muita gente perdeu tudo”, acrescentam os missionários. O terramoto do sábado passado já tirou a vida de mais de 4.000 pessoas e, há mais de 6500 feridos.

As escolas e as instalações salesianas em Katmandú sofreram pequenos estragos mas, “muitas pessoas não tiveram a mesma sorte. Muitas casas cairam e as pessoas não têm onde abrigar-se. Além disso, no Nepal ainda faz frio e, chegaram as chuvas”, esclarecem os missionários.

Seis obras têm os salesianos no Nepal: escolas, centros de formação profissional, centros de juventude e, dois centros para idosos. Os missionários salesianos trabalham para melhorar a qualidade de vida dos mais pobres e necessitados.

Nunca se tinha visto tanta devastação

Também a rede internacional da Cáritas se mobilizou com todas as suas estruturas de resposta às emergências e apoiam o trabalho da Cáritas Nepal que, presta auxílio.

Vários membros da Cáritas Internationalis que, estavam presentes no país asiático no momento do sismo, juntaram, imediatamente, os seus esforços às equipas de resgate da Cáritas Nepal.

Eleanor Trinchera, coordenadora de programas da Cáritas Austrália para o Nepal que, está em Katmandú, explicou que, “nunca tinha visto tanta devastação. Enquanto ,as ruas estão dominadas pelo caos e, cheias de gente que tenta encontrar amigos e entes queridos, a cidade está paralisada, com edifícios destruídos, ruas bloqueadas, cortes de electricidade e réplicas constantes”.

As operações de resgate são as principais prioridades neste momento. Muitas pessoas perderam os seus lares e, estão nas ruas ou em espaços abertos, expostos às baixas temperaturas nocturnas. A todos eles, procuramos proporcionar alimentos de primeira necessidade e refúgio provisório”, informou o Director da Cáritas Nepal, Pius Perumana, desde Katmandú.

Desde o meio-dia de sábado produziram-se 66 réplicas menores que, hoje, foram seguidas por outro forte tremor o que, é um fenómeno raro num período tão curto. O dano causado por este último terramoto vai ser devastador”, acrescentou.

Lilian Chan, jornalista da Cáritas Austrália que, estava a trabalhar em Katmandú no momento do terramoto e, continua no país, descreveu o cenário do desastre como “de partir o coração”.

“Edifícios que, só tinha visto pela primeira vez, apenas uns dias antes ficaram reduzidos a um monte de escombros. Três dias depois do terramoto, muitas pessoas em Katmandú continuam a dormir na rua ou em espaços públicos abertos”, descreve.

Para esta periodista australiana, “es una oportunidad poder trabajar junto a nuestros socios en Nepal y visitar a las comunidades afectadas. Estoy abrumada y conmovida por la generosidad de la gente, el ingenio y la resiliencia”.

Com o apoio das orações e a ajuda que flui de toda a rede internacional da Cáritas, estas pessoas ver-se-ão apoiadas por estes actos de solidariedade , enquanto trabalham para reconstruir um futuro melhor”, conclui.

Os Jesuítas no Nepal pedem ajuda

Os 68 Jesuítas que vivem no Nepal tiveram sorte, no sentido de que, não perderam a vida nem sofreram grandes feridas como explica num comunicado o Pe. Borniface Tigga, SJ, Superior Regional no Nepal. O apoio na oração e a assistência material dos nossos companheiros Jesuítas, dos seus amigos, da Igreja e, do público, em geral, explica o Pe. Borniface, serão fundamentais para levar a cabo uma grande ajuda aos que estão em grave e urgente necessidade e, para começar a retoma do Nepal depois das devastadoras consequências do terramoto.

“No sábado, 25 de Abril, poucos minutos depois do meio-dia, um violento terramoto de 7,8 graus na escala de Richter, sacudiu o Nepal. O epicentro localizou-se a meio caminho entre a cidade de Katmandú e Pokhara, no Nepal central”, lê-se na nota do Jesuíta. “Também há mortos e destruições no Tibet, Bangladesh, ìndia setentrional e Butão, ainda que, os maiores danos tenham sido no Nepal. Os 68 Jesuítas do país, assim como, também, outras comunidades religiosas e o Vicariato tiveram sorte, no sentido de não terem perdido a vidae, de não terem sofrido ferimentos graves. Isso sim, ficaram devastados alguns edifícios das nossas instituições”, lê-se na nota. Quando passar o perigo, explica, avaliarão com mais pormenor a situação, para que, estejam em segurança as pessoas a quem prestam serviço.

Os cerca de 8.000 católicos do Nepal são uma minoria dentro da minoria que são os cristãos no país. De uma população de quase 30 milhões de habitantes, os cristãos não representam mais de 1%.

Contudo, a organização católica Cáritas é uma das que lidera os esforços no auxílio aos afectados pelo terramoto.

 

Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

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