Colocado em 2016-10-20 In O que o Ano da Misericórdia?

O Ano da Misericórdia – um “Fortalecimento” para a Igreja

Manuel de la Barreda Mingot, Madrid, Espanha •

Este fim – de – semana estive numa Oficina de Fortalecimento Conjugal. Foi o primeiro realizado em Espanha, estreitamente, apoiado por uma família schoenstatteana da Costa Rica, com a qual a equipa organizadora aprendeu e a qual rezou muito, muito por nós. Obrigado.

Esta Oficina é magnífica pois, depois de 25 anos de casados e, ainda que, o nosso casamento esteja bem, damo-nos conta que, com o passar do tempo há coisas que, como o vinho, melhoram, mas outras, que o que lhes acontece é que se cobrem de pó por não serem utilizadas.

Ter a sorte de poder participar numa Oficina como esta é um presente de Deus, porque é limpar o pó a todas aquelas coisas que, no teu casamento foram ficando de parte, sem uso e, voltar a saborear as que, são como o vinho que, eram muito boas há 25 anos mas que, agora, estão melhores.

Para mim, o Ano da Misericórdia foi como este Fortalecimento Conjugal para a Igreja. Esta, na Sua vertente de instituição humana, sofre a passagem do tempo e tem valores, vinho, que melhoram com o tempo e outros que, simplesmente, se cobrem de pó. Mas, na Sua vertente espiritual, temos sempre a Graça e o Amor Divino com os quais, Deus nos brinda, sempre, a Sua mão para crescermos e para sairmos das quedas.

A importância do amor

Este Ano da Misericórdia pôs em relevo, o mesmo que no meu casamento o Fortalecimento Conjugal, a importância do AMOR, com maiúsculas que, não deixa de ser a mensagem mais importante de todas. AMOR é Misericórdia e reavivá-la de vez em quando, não é que não esteja correcto. È necessário.

Casamento e Igreja nascem ambos do AMOR de Deus e que, à semelhança do Amor Trinitário, dão vida quando saem de si próprios e se comunicam. E, se no casamento o amor é a pedra angular sobre a qual repousa o resto, na Igreja acontece o mesmo.

O casamento nasce do amor e vive do amor. E, é no amor que se apoia quando surgem as dificuldades, os desencontros, as zangas…Sem o amor é impossível sair das dificuldades. O amor faz que se superem os orgulhos, as posições de força e, sobretudo, o acreditar que se está na posse da verdade. Estas barreiras só são derrubadas, ou pelo menos contornadas com o amor e pelo amor já que, sair dessas posições é complicado sem a presença do amor. E este amor passa a ser AMOR graças à Graça que nos leva pelos ares se consentirmos.

A Igreja nasce do amor e vive do amor

Com a Igreja passa-se o mesmo. Nasce do amor e vive do amor. Amor de Cristo que nos faz superar as dificuldades e as barreiras, os desencontros e enfrentamentos, não só com os outros mas também connosco próprios.

Este Ano da Misericórdia leva-nos fazer revisão de vida e a olhar para ver como estamos, como agimos, que coisas vivemos de um modo ou de outro sob o prisma do AMOR, do amor a si próprio e do amor ao próximo e à Igreja.

Em que coisas devo descer da minha posição “dominante” para ouvir quem tenho à frente e colocando-me no seu lugar, procurar um ponto de encontro. E, se esse ponto de encontro choca com alguma dessas linhas vermelhas que toda a relação tem e que, não devem ser ultrapassadas, por amor, por AMOR e com AMOR, dialogar sem pretender impor nada, deixando espaço para a Graça.

Este Ano da Misericórdia é uma celebração do amor esponsal que Deus nos tem, é um presente de Deus.

Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

 

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