Colocado em 2016-03-15 In O que o Ano da Misericórdia?

O Nome de Deus é Misericórdia

Do Arcebispo Emérito Dr. Robert Zollitsch, Friburgo, para schoenstatt.org – Uma contribuição da série: ¿O que significa o Ano Santo da Misericórdia? •

Em 13 de Março de 2013 Francisco foi eleito Papa. No Domingo, 17 de Março rezou, pela primeira vez, o Ângelus Dominical na Praça de S. Pedro. Naquela ocasião disse: “Nestes dias, pude ler o livro de um Cardeal – o Cardeal Kasper, um teólogo estupendo, um bom teólogo – sobre a misericórdia. Aquele livro fez-me muito bem. (Não julgueis que estou a fazer publicidade dos livros dos meus Cardeais, porque não é isso…!) É que [o livro] me fez mesmo bem, muito bem… O Cardeal Kasper dizia que a melhor sensação que podemos ter é sentir misericórdia: esta palavra muda tudo, muda o mundo”. Assim o vê também o Papa Francisco. Porque o nome de Deus é Misericórdia e a Misericórdia é o que distingue e caracteriza Deus. É próprio de Deus usar de Misericórdia”, disse o Papa, “e, especialmente nisto se manifesta a Sua Omnipotência”.

Posteriormente, o Papa Francisco convocou o “Jubileu Extraordinário da Misericórdia”. Quer ser uma ajuda para que tornemos a experimentar Deus como um Deus próximo e como o “Deus connosco” “nesta época de grandes transformações”. E, onde a proximidade de Deus se revela mais, imediatamente, é naquilo a que chamamos piedade e misericórdia.

Jesus não veio para voltar a entregar-nos as Tábuas de pedra dos Dez Mandamentos. Ele fez-Se Homem, um de nós, para partilhar tudo connosco. Ele veio para curar as nossas doenças e para Se entregar a todos os que, não podem ajudar-se a si próprios, para os que estão necessitados e precisam de ajuda, também para os que têm alguma culpa. Jesus tem piedade de nós e entrega-Se-nos em amor e misericórdia, tal como, o ilustra, expressamente, na Parábola do Bom Samaritano e na do Filho Pródigo e do Pai Misericordioso.

Com o Ano Santo da Misericórdia, o Papa Francisco convida-nos a aprofundarmos o conhecimento de Deus como Pai e como Deus que Se entrega em Amor Paternal.

Para Ele trata-se de descobrirmos com maior profundidade o mistério do Coração de Deus, tornando-nos conscientes do que significa que, a misericórdia, segundo o Papa, seja algo “próprio de Deus”, sim, “ a chave do agir de Deus está em nós”. Porque “Deus revela o Seu poder, sobretudo, na misericórdia e no perdão”. E, isto não é tão evidente e, faz, não só a nós mas também, ao Papa, que nos assombremos, de tal modo que, afirme: “A Misericórdia (é) o atributo mais surpreendente do Criador e do Salvador”. É a tradução para a vida quotidiana da afirmação, acima de tudo, de que Deus é um Deus de doação e de amor. Faz que experimentemos, existencialmente, o amor de Deus por nós.

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Encontro: Pe. José Kentenich e Robert Zollitsch

Este Deus-Pai não só permite que nos acolhamos ao Seu Amor e à Sua Misericórdia. Ele estende-nos a mão, convida-nos a apertá-l’A, a incluirmo-nos na Sua oferta duma aliança e a peregrinarmos pelo caminho da fé na Aliança com Ele. E, isto não o faz, descendo do Alto para nos ajudar, mas porque, no Seu Filho feito Homem, Se tornou, plenamente, o Deus connosco: Jesus, “ o rosto da Misericórdia do Pai”, ensina-nos “em todas as situações”, tal como nos anima o Padre Kentenich, “a edificarmos sobre o alicerce da Infinita Misericórdia de Deus Pai”

Neste caminho acompanha-nos Maria por meio da Aliança de Amor. Ela que, sob a Cruz, foi testemunha das palavras de perdão dos lábios de Jesus e que, experimentou “a máxima forma de perdão àqueles que O tinham crucificado”, sabe até onde vai a Misericórdia de Deus. E, “a Misericórdia de Deus não tem fim”. Ela ajuda-nos e anima-nos a acolhermo-nos na “Infinita Misericórdia de Deus”.

Original: alemão. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

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