Colocado em 2015-04-25 In Comunicação, Schoenstatt em saída

Sete perguntas…a Aleix Forcada, Realizador de “3 monges rebeldes”

Entrevista a Aleix Forcada Zamora •

O projecto 3MR é uma iniciativa da Juventude do Movimento de Schoenstatt de Madrid. O seu objectivo é a realização duma produção cinematográfica, sem fins lucrativos que, procura difundir valores cristãos. Este filme – que acaba de ser estreado – inspira-se no livro Três Monges Rebeldes de M. Raymond, O.C.S.O. Aleix Forcada é o Realizador do projecto e, responde às perguntas da redacção de schoenstatt.org.

Como surgiu a ideia de fazer um filme?

Fotos: 3MR

Suponho que é o resultado de várias correntes de vida que, foram amadurecendo na nossa geração ao longo dos anos e, também, o resultado da iniciativa directa de Deus que, nos colocou no momento e no espaço oportunos e, suscitou em nós este projecto.

Em primeiro lugar, existia a inquietação entre a Juventude Masculina Universitária de Espanha, de realizar um projecto que nos pudesse unir como Ramo e, fortalecer os nossos vínculos e, tinha que ser um projecto em que pudéssemos trabalhar juntos e explorar os nossos talentos, visto que, os jovens se unem e se tornam amigos quando lutam juntos por uma meta comum. Ao mesmo tempo, existia a inquietação de usar os novos meios de comunicação e a nova cultura digital como ferramenta de evangelização: que o cristianismo não se afastasse deles, mas que, entrasse em cheio neste ambiente e anunciasse a sua mensagem ao mundo, porque se não és tu a fazê-lo, outros o farão por ti e, darão uma visão muito diferente da tua. Além disso, a nossa juventude tinha a grande sorte de ter muita gente com grandes inquietações e, muito talento no plano artístico, criativo e empreendedor que, permitiram que, quando surgiu a ideia, existisse um certo núcleo disposto a acolhê-la e a entusiasmar-se com ela.

Finalmente, o que nos impulsionou a realizá-lo foi a leitura do livro “3 Monges rebeldes” que, dá uma visão muito jovem e atractiva da santidade e, que nos incendiou e suscitou imensa vida entre nós. Costumávamos comentar as passagens do livro de que mais gostávamos e, de maneira inconsciente, imaginávamo-las na nossa cabeça da maneira em que estamos habituados a receber as histórias: cinematograficamente.

Quantas pessoas estiveram envolvidas no projecto? Há profissionais do mundo do cinema na equipa?

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Aproximadamente umas cem pessoas, ainda que, o núcleo mais ou menos fiel e constante seja formado por umas trinta. Houve colaborações esporádicas da parte de profissionais que, nos deram uma valiosa ajuda e muitos conselhos mas, a maior parte do tempo éramos, apenas nós: nós e a Mater.

O que é que mais vos motivava a continuar com o projecto?

Pois, a motivação foi mudando ao longo do tempo. Ao princípio era a motivação da novidade e, o desejo de fazer alguma coisa grande e, em que pudéssemos pôr a funcionar os nossos talentos. Mas, nos momentos mais difíceis ou esgotadores, o que nos impulsionava a continuar para a frente era a palavra dada e a expectativa criada. Sempre tínhamos como meta: “Uma rodagem mais até que consigamos terminar o filme”. Creio que, por de trás de nós, sempre esteve S. Roberto (o santo de que trata o filme), apoiando-nos e sustentando-nos, visto que, desde o primeiro momento nos pusemos sob os seus amparo e patrocínio e, em cada plano que gravávamos, antes de dizermos a palavra acção, um dizia: “S. Roberto…” e, o resto respondia: “ora pro nobis”.

Qual foi o momento mais difícil da produção?

Foi a seguir à primeira filmagem, durante o ano lectivo 2012-2013. Tínhamos regressado muito incendiados e motivados com o projecto e, tentámos fazer várias filmagens durante esse ano mas, o dia-a-dia e as obrigações da Universidade absorveram-nos e não pudemos realizar nenhuma. Pusemos, inclusivamente, a hipótese de renunciar ao projecto mas, graças a Deus que, nos voltou a abrir portas e janelas por onde continuar para a frente e, nos demonstrou que, quando as nossas forças falham, Ele está presente para continuar a obra começada que, este era um projecto Seu e, que só confiando e abandonando-nos seríamos capazes de o levar a cabo.

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Qual foi o momento mais cómico durante a rodagem?

Há tantas anedotas que é difícil ficarmo-nos por uma só. Lembro-me duma cena durante a primeira filmagem em que, ao protagonista lhe deu um ataque de riso e tivemos que repetir o take dezanove vezes até que conseguiu acalmar-se. Lembro-me doutro momento, durante a segunda filmagem, já estávamos há muitas horas seguidas a trabalhar e, estávamos tão cansados que, eu, de repente, gritei “acção” sem que, a câmara, sequer, estivesse ligada e, nem os actores preparados, isto provocou uma gargalhada em todo o set. Também, nos aconteceu, em algumas filmagens, chegar ao local e descobrir que nos tínhamos esquecido do tripé, ou de algum outro elemento importante.

Onde e quando se pode ver o filme?

Neste momento estamos a falar com uma distribuidora que, se aceita distribuir o nosso filme, começaria uma “tournée” que teria início em alguns cinemas de Espanha neste verão de 2015 e, a seguir, tentaria chegar à América Latina e Estados Unidos. Em qualquer dos casos, que o filme se possa ver ou não, dependerá, principalmente, do acolhimento que tenha e, da nossa oração. Na nossa página do Facebook “Projecto 3MR” iremos informando, pontualmente, sobre o andamento do processo de distribuição.

A última pergunta: Valeu a pena o esforço? E, se a resposta é sim, porquê?

Claro que valeu, como merece tudo o que é de Deus. Todos os encontros e o processo transformaram-nos interiormente e, fizeram-nos aprender, não apenas, a nível técnico cinematográfico, mas também, a nível humano, a convivermos e a trabalhar em equipa, assim como, a nível espiritual, a deixar Deus agir, a não guardarmos para nós o que recebemos em Schoenstatt e na Igreja mas, a comunicá-lo e a partilhá-lo. Também aprendemos e participámos muito na espiritualidade monástica e de Cister que, nos ensinou a termos uma visão mais paciente dos caminhos e ritmos de Deus, a aprender a amá-l’O no silêncio e na contemplação e, no serviço ao outro. Além disso, graças a este projecto muitos de nós encontraram a sua vocação no mundo do cinema e, se Deus quiser, continuareis a ouvir falar de nós.

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 Todas as fotografias: Proyecto 3MR
Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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