Colocado em 2017-02-14 In Artigos de Opinião

Aos empresários cristãos falta-nos decidirmo-nos a cumprir a nossa responsabilidade social como um grande compromisso

MÉXICO, Jaime Septién via Aleteia.org •

Na passada sexta-feira, 3 de Fevereiro, aos 98 anos, morreu o senhor Lorenzo Servitje Sendra, um dos mais bem-sucedidos empresários do mundo e um católico convencido que o verdadeiro êxito de uma organização como a sua, o Grupo Industrial Bimbo, só pode avaliar-se pelos valores cristãos que se vivem no seu seio.

Foi considerado “o maior padeiro do mundo”, pois 3% da população mundial consome produtos Bimbo, principalmente o pão-de-forma. Mas, no México, é recordado também pela fundação, entre outros organismos católicos, do Instituto Mexicano da Doutrina Social Cristã, a Fundação Mexicana para o Desenvolvimento Rural ou a União Social de Empresários Mexicanos.

Há alguns anos, El Observador entrevistou o senhor Lorenzo Servitje Sendra pois uma empresa internacional de avaliação do apreço, confiança, admiração e respeito dos consumidores em relação às companhias, concedeu à Bimbo o nono lugar no mundo. A ideia era esclarecer como a aplicação do cristianismo tinha tido muito que ver com este honroso lugar que os consumidores deram à Bimbo. Este é o questionário e estas as respostas do senhor Lorenzo:

Que aspectos da Doutrina Social da Igreja foram decisivos para que o Grupo Bimbo seja tão bem reconhecido no mundo?

Os princípios do respeito pelo ser humano, a solidariedade, a subsidiariedade, o bem comum, o valor do trabalho e o amor fraterno.

Perante a corrente do relativismo moral e da falta de ética que achaca a empresa contemporânea, é possível antepôr-lhe – como remédio – os valores cristãos?

Não há dúvida que, perante o relativismo moral na sociedade e também na empresa, a única solução é inspirá-las com valores cristãos.

Que funções têm os empresários cristãos face à crise financeira do mundo?

Face à crise financeira que se sofre hoje, ao empresário cristão corresponde-lhe dar resposta com a sua confiança, a sua prudência e com o seu espírito de trabalho.

O que falta ao empresário cristão para se colocar na vanguarda e colaborar numa genuína transformação da sociedade?

Aos empresários cristãos falta-nos decidirmo-nos a cumprir a nossa responsabilidade social como um grande compromisso.

Que conselhos dá ao jovem empresário cristão que se incorpora agora na vida profissional?

Que desde o princípio dirija o seu negócio com um grande sentido moral e de caridade para com todos.

Foram respostas concretas, de um homem mais velho em idade e sabedoria; de um empresário católico que arriscou por Cristo e que, tal como, Cristo o afirmou nos Seus ensinamentos, recebeu cem por um. Hoje descansa em paz.

 

Obrigado membros mexicanos do CIEES por informarem sobre a vida deste empresário cristão.

Original: espanhol. Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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