Colocado em 2015-08-08 In Artigos de Opinião

Do desânimo ao entusiasmo pela missão

Por Cristina White, Buenos Aires, Argentina •

“Se olharmos as nossas próprias forças esvai-se toda a esperança e confiança…” assim diz uma parte da oração da manhã do “Rumo ao Céu”. Aqui, nesta atitude, muitas vezes reside o nosso desânimo e ceticismo na hora de assumir as nossas tarefas apostólicas; os conflitos humanos, a falta de tempo, o sentirmo-nos superados pelos acontecimentos, o crer que não somos capazes, etc., etc. Na verdade isto acontece quando nos deixamos confundir pelo espírito meramente mundano que nos distrai e não nos deixa captar a nossa verdadeira dimensão: filhos de Deus, criados à Sua imagem e semelhança, chamados à santidade e à missão de acordo com a nossa originalidade pessoal; para isto Deus nos dá todo o necessário para o conseguir ao longo da nossa vida unidos sempre a Ele.

Aliança de Amor é um meio privilegiado que Deus nos oferece em Schoenstatt para garantir, através de Maria, a nossa união com Ele. Esta vivência da Aliança de Amor foi-nos oferecida e continua a ser pelos santos que, conscientes da sua pequenez e confiantes no poder divino, se abandonaram e entregaram pela Igreja, pelo mundo. A partir de 18 de outubro de 1914, quantos filhos e filhas do padre José Kentenich podemos enumerar! Eles são modelo para nós e iluminam os nossos passos.

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João Pozzobon: mostra-nos o caminho de santidade como laico no meio do mundo e ao serviço de um apostolado universal

Para os que fomos chamados a ser missionários na  Campanha da Mãe Peregrina, enche-nos de alegria e coragem ter João Pozzobon como nosso modelo. Ele mostra-nos o caminho de santidade como laico no meio do mundo e ao serviço de um apostolado universal. O segredo da sua fecundidade está ao nosso alcance, é uma questão de meditar a sua vida, o seu processo interior e isso faz-nos vê-lo como alguém próximo para imitar. É certo que Deus oferece graças especiais àquelas pessoas que chama para ser instrumento de algo grande, mas também é certo que no-los oferece como modelos, que surjam muitos “João” para poderem ser garantia da “grandiosa Campanha” como ele a chamava, no mundo inteiro.

Ser instrumento

São Paulo, na sua carta aos Efésios 3, 20 referindo-se a Cristo diz-nos: “Aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que pensamos ou imaginamos pelo poder que trabalha em nós”; tudo isto mostra-nos a importância de refletir nos nossos encontros da Campanha até que ponto estamos convencidos de que se abrimos os nossos corações à força da graça, com o nosso pequeno contributo, Ela a grande Missionária fará milagres e nos dará as graças do Santuário e a todos aqueles que a recebam. É tão apaixonante ser instrumento!

Quando nos reunimos para preparar as nossas reuniões, quer seja para a preparação dos missionários quer para nós próprios, muitas vezes preocupamo-nos mais com a mecânica exterior da Campanha e não em cultivar este espírito de instrumentos, ou seja dentro do nosso coração onde a Virgem Santíssima, através da Aliança de Amor, nos leva ao encontro com Cristo. Só nos podemos encontrar com Ele no nosso interior, no silêncio para escutar o seu chamamento e deixarmo-nos arder pelo fogo do seu Amor, e permite que os sentimentos de Cristo nos vão inundando e assim compreendamos a nossa missão na Campanha como instrumentos ao serviço do seu amor, da sua sede por chegar a todas as almas e assim possamos dizer como S. Paulo: “o amor de Cristo urge”.

Sair ao encontro

Este foi o espírito que a Virgem foi forjando em João Pozzobon, na sua vinculação ao Santuário, ao mistério de Schoenstatt, à missão do padre José Kentenich: a partir do seu crescimento interior e da vida sacramental foi-o convertendo num menino pequeno alegre e confiante: “O que importa não é o que nós fazemos mas o que Deus faz através de nós” repetia com frequência. Também dizia, referindo-se ao seu apostolado na Campanha: “Ação e contemplação”.

O Santo Padre Francisco impulsiona-nos a “sair ao encontro do outro”; como missionários não só saímos ao encontro do outro, mas levamos Jesus e Maria ao encontro do outro; é algo muito grande, necessitamos arder no fogo sagrado de Cristo para assim não decairmos mas pelo contrário como João Pozzobon poder dizer: Ocupei o meu tempo com Aquele que morreu na Cruz, deixando a palavra da salvação para todos” (Testamento).

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Original: espanhol. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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