Colocado em 16. Agosto 2015 In Segundo século

Três perguntas… sobre o Schoenstatt do segundo século da Aliança de Amor (35)

Hoje responde: Carlos E. Barrio e Lipperheide, advogado, licenciado pela Universidade Nacional de Buenos Aires (1981), especializado em direito empresarial e financeiro. Estudou gestão na Argentina e Harvard, mediação na faculdade de direito da UBA, e coaching ontológico no Instituto de Estudos Integrais. É diretor do programa de coaching de INICIA, organização sem fins lucrativos dedicada a promover cursos a novos empreendedores. Escreveu o livro “Vivir la empresa en forma orgánica”, que procura aplicar a cosmovisão de José Kentenich às empresas, e os livros “El Rosario del trabajo y la vida” (com prólogo do Pe. José María García), e “Trabajar orando”, e para além disso é autor de vários artigos em Schoenstatt.org sobre a aplicação da pedagogia kentenijiana no âmbito empresarial. É casado e pai de duas filhas, pertence à Obra Familiar de Schoenstatt, e coordena a secção Argentina do Centro Ibero-americano de Empresários e Executivos de Schoenstatt, CIEES •

A meio ano de peregrinarmos pelo segundo século da Aliança de Amor… Como sonha este Schoenstatt no seu ser, no seu estar na igreja e no mundo, e na sua tarefa?

Sonho com um Schoenstatt que traga ao mundo de hoje e à Igreja a sua própria originalidade. Sermos mais nós mesmos na Igreja e no mundo.

Sonho com um Schoenstatt que se renove a si mesmo e que não tenha medo de seguir todas as linhas que nos traçou o nosso Pai Fundador, com toda a novidade que têm.

Sonho que sejamos um farol de luz corajosa como foi o Padre José Kentenich, nosso Fundador, assumindo os riscos que se apresentem..

Para chegarmos a cumprir este sonho, o que temos que evitar ou deixar?

  • Ser “mecanicistas”. Este risco é permanente e facilmente o mundo e nós caímos nele pela forma de ver e viver a realidade.
  • Viver das formas sem vida.

Para chegarmos a cumprir este sonho, que passos concretos devemos dar?

  • Viver profundamente as três graças do Santuário: 1) o acolhimento (como força centrípeta), ou seja, como graça que nos leva ao Santuário, ao Pai através de Maria. Leva-nos ao nosso Santuário do coração, ao nosso Santuário lar e ao nosso Santuário do trabalho. Ali nos sentimos como no monte Tabor. Devemos viver do nosso Santuário, sentirmo-nos acolhidos, no nosso lar. 2) A partir dali devemos ser cera nas mãos de Maria, e do Pai para ser transformados 3) e se verdadeiramente formos transformados sairemos para o mundo transmitindo o nosso carisma (força centrífuga). Devemos viver da dinâmica destas três graças: a centrípeta, a transformadora e a centrífuga.
  • Também devemos trabalhar profundamente o nosso carisma. Temos que oferecer ao Papa Francisco a nossa própria originalidade. E neste sentido temos que ler em chave kentenijiana os documentos do papa e perguntarmo-nos por exemplo, o que Schoenstatt pode levar à Exortação “Evangelii Gaudium” e “Laudato si”? Não é só assumir os seus valores e princípios, mas re-expressá-los a partir da nossa originalidade. Não devemos apenas estudá-las e aplicá-las como bons católicos. Devemos também dar o nosso contributo a partir da nossa cosmovisão, porque senão corremos o risco de viver massificados, de ser católicos “mecanicistas” e não orgânicos. Isto levar-nos-á a perguntar: O que é que é mesmo nosso? Qual é a nossa missão? Qual é o nosso contributo original? E aí devemos trabalhar para dar o nosso próprio contributo.

Foto Carlos

Original: espanhol. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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