Colocado em 11. Novembro 2017 In Vida em Aliança

Sim Pai! Vamos contigo!

CHILE, Verónica Gutiérrez •

No fim de semana de 21 de outubro juntaram-se vários acontecimentos e comemorações especiais para a comunidade schoenstattiana chilena. Em primeiro lugar, era a data do quarto marco da historia de Schoenstatt, quando o Padre Kentenich é reincorporado na Igreja, pôde regressar e ser o diretor deste movimento. Em segundo lugar. é o dia de S. João Paulo II e comemorava-se a primeira visita do Padre José Kentenich ao Chile. Com tanto para celebrar, realizou-se a Jornada Nacional de Chefes no Santuário Cenáculo da Bellavista em Santiago.

O Ano do Padre Kentenich no Chile

Com um fim de semana cheio de sol, a capital do Chile recebeu os membros do movimento que chegaram de todo o país, para a Jornada Nacional do Chefe. Agruparam-se em distintas “famílias” (grupos de trabalho) e assim, entre membros dos diferentes ramos, conversaram sobre o Padre Kentenich e como levar a sua missão a um Schoenstatt em saída, neste que é o Ano do Pai.

“A ideia, justamente, era recolher a celebração dos 70 anos da visita do Padre José Kentenich ao Chile (depois veio mais 9 vezes), para depois recolher tudo o que nos deixou para a visita do Papa Francisco ao Chile em janeiro”, explica o Padre Mariano Irureta.

A jornada celebrou-se com atividades de grupo e reflexões com membros de todas as idades, ramos e regiões. A grande surpresa foi um musical sobre a vida do Padre José Kentenich numa analogia com a obra musical “Os Miseráveis”. Vários dos convidados, inclusive, consideraram que este foi um dos seus momentos favoritos. “Estão a praticar desde março. Pessoas de várias idades, distintas zonas e diferentes compromissos!”, diz Macarena Ruiz Tagle, a qual foi a animadora de todo este evento.

No domingo pela manhã foi dado a conhecer, entre danças e aplausos, o novo hino para a vinda do Papa Francisco, composto e interpretado pelo artista nacional Américo. Também se gravou uma saudação dizendo ao Papa “Esperamos-te”. Para terminar, concluiu-se com a grande mensagem: vincular, “santuarizar” e fazer família. Vincular-se à missão e vida do pai, vincular-se às famílias e depois de receber as três graças do Santuário (acolhimento, transformação e envio), ser capazes de levá-las a outros e pô-las em prática.

No final da jornada, apresentou-se na missa, o projeto do CD do Rumo ao Céu. Um grupo de 26 jovens, que há vários meses trabalham nisto e que musicaram a missa do livro de orações. “Há algumas canções conhecidas com novos arranjos e canções completamente inéditas”, explica Sophie Berthet, membro do grupo e Pedro Gutiérrez acrescenta “Isto nasce porque é o ano do Pai e  queríamos dar este presente à família de Schoenstatt”

Esperando o Papa

Passaram 22 anos desde que um Papa pisou terra nacional. Em maio de 1985, o Papa João Paulo II visitou o Chile. Foram três dias que tocaram profundamente o país, quando este vivia tempos políticos complexos. Passaram muitos anos e o país mudou bastante. Em janeiro vem o Papa Francisco e o movimento não se fica atrás. Cada um dos ramos está trabalhar primeiro com capital de graças para a vinda. Depois houve um grande trabalho de motivação e voluntariado para os diversos preparativos. Em particular os santuários de Iquique  (na II região no norte do país) e Ayenrehue em Temuco ( na IX região no sul do país) estão a trabalhar mais, já que está junto à capital serão as três cidades que visitará o Pontífice. Em Iquique, explica Víctor, já sabem que chegarão muitas pessoas de países vizinhos como o Peru, Argentina e Bolívia e estão a preparar-se para os acolher  Do Santuário de Ayinrehue, em Temuco, diz María Cecilia Gutiérrez, que o Papa irá visitar as irmãs de Santa Cruz no monte Ñelol, onde almoçará com os mais pobres.

O Padre Mariano também explica que a preparação começa “primeiro sendo fiel a si mesmo, sendo fiel ao carisma, sendo fiel à missão, sendo fiel ao movimento e ao que a Igreja também nos pede. Creio que isto é um dos desafios maiores: fidelidade às graças fundacionais. É o que nos diz João Paulo II “Sejam participantes da graça e da experiência espiritual dos primeiros congregantes e ofereçam-no à Igreja”.

Sobre o acolhimento e como se espera que seja esta visita, O Padre Mariano acrescenta “queremos que o Papa se sinta bem no Chile, acolhido, no seu lar, na sua pátria. Que saiba o quanto gostamos dele, o quanto valorizamos o que ele faz. Que experimente uma grande gratidão e que o povo do Chile escute as suas palavras de paz, de unidade, de fortalecimento e de dignidade para as famílias. E sem dúvida esperamos na nossa Igreja uma renovação da fé para o tempo de hoje”.

Schoenstatt em saída

A grande mensagem que se quis transmitir aos chefes do ramo, foi fazer um Schoenstatt em saída; vincular-se mais com as comunidades, com as dioceses, com as paróquias. Por isso mesmo criou-se o “Pai Peregrino”, uma figura semelhante à Mãe Peregrina, mas com uma fotografia do Padre José Kentenich, que estará primeiro na cidade de Temuco e dali irá percorrendo todos os Santuários e ermidas do país. Na parte de trás, há um compartimento que tem um caderno, no qual se espera que se vá partilhando como foi a experiência para cada um ao receber o “Pai Peregrino” nos seus ramos.

Na jornada havia representantes de todas as regiões. Em frente à estátua do padre Kentenich, cada comunidade renovou o seu compromisso com o pai e adotaram compromissos particulares, como terminar de arranjar alguma sala, mais capital de graças, etc. E aí mesmo, em frente ao Padre Kentenich, o Padre Mariano perguntou a cada um “Vens comigo?” e cada ramo ia respondendo “Sim Pai! Vamos contigo”

Cada zona tem os seus próprios métodos para poder cumprir a missão. Em zonas mais afastadas, poder manter a fidelidade, mesmo quando não há muito com que acolher. Víctor Echeverría de Iquique conta como acolheram as famílias de diversas nacionalidades no Santuário e como cada uma, com as suas diferentes culturas e tradições, souberam contribuir e enriquecer os ramos.

María Ester de Nuevo Belén em Santiago, explica que nessa comunidade o trabalho começa pela base. Sendo este um bairro conflituoso, as pessoas não se atrevem a receber.

Carregados de energia e de graças, depois de terem vivido este fim de semana para se conhecerem vincular-se e também saber sobre as realidades do movimento, o Padre Mariano disse “poderão voltar aos vossos ramos e dizer-lhes: ‘Bem feito! o que perdeste!’”.

Original: espanhol. Tradução: 31.10.2017. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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