Colocado em 11. Setembro 2017 In Vida em Aliança

Encontro geração dos 70

CHILE, Verónica Gutiérrez •

No Chile, a geração dos setenta viveu grandes mudanças de forma paralela. Por um lado, o movimento de Schoenstatt crescia com a celebração dos 25 anos da missão do 31 de maio, o aniversário de santuários, as missões e os acampamentos que se organizaram. Por outro lado, o pais vivia mudanças políticas e sociais que terminaram em tempos complexos e duros.

De todas as formas, os jovens universitários reuniam-se no Santuário Cenáculo de Bellavista, em Santiago. Organizavam atividades e nos fins de semana reuniam-se nas casa  uns dos outros em “malones” como se dizia naquela época sobre os encontros juvenis.. Quarenta anos depois, perceberam que quase só se viam nos funerais. Por isso organizaram um evento e reencontraram-se com os que formaram aquela geração cheia de ideais.

Nena O’Ryan esclarece o contexto histórico que se vivia no Chile naqueles anos, que apesar do país se dividir cada vez mais, “a Igreja tinha um papel importante, que chamava ao diálogo”. Javier Troncoso diz que viveu este processo dentro de um Schoenstatt “muito aberto, muito variado e pluralista”.

“Reencontro”

— Olá, Tito?

— Sim, quem fala?

— Tens que retroceder 40 anos… Sou Vicky

— Ah! Não acredito! Tantos anos! Sim já estamos na “primavera da terceira idade”

Vicky Contreras explica como foi nascendo a ideia. “Contámos à Irmã María Victoria, superiora provincial das irmãs e gostou muito. Tanto assim, que nos emprestou a sua casa. Queríamos fazer deste encontro um ‘reencontro’. Muitos de nós não nos víamos há 20 ou 30 anos”. Queriam reviver os anos da juventude acompanhados dos seus assessores: o Padre Rafael Fernández e a Irmã María Angélica Infante. “Queríamos ter a oportunidade de recordar tantas experiências vividas na nossa juventude, como filhos e filhas de Schoenstatt na nossa terra de Bellavista”.

“O encontro teve a mesma forma que os nossos encontros juvenis, nos anos 70”, explica Vicky. “Juntámo-nos no salão da casa provincial. O padre Rafael contou que nessa sala deu a sua primeira conferência e a Irmã disse que nessa sala fez a sua primeira exposição”.

Ao lugar chegaram cerca de 60 pessoas. Este foi um encontro não tanto de membros do movimento, mas de quem fez parte dessa etapa tão importante. Esta atividade começou com uma Missa que o Padre Rafael e o Padre Marcelo Aravena concelebraram. Cantou o mesmo grupo que cantava sempre na juventude: a missa do “Rumo ao Céu”.

Depois disso, foi preciso atualizar as histórias e conversar sobre as suas vidas e claro, recordar aquela etapa da juventude.

O que se passou nos anos seguintes

Na última parte do encontro, alguns dos convidados deram testemunho da sua experiência dentro do Movimento de Schoenstatt durante estes anos. A Irmã Marisol, que trabalha no El Peñón (zona de risco social), realizando obras sociais. Juan Luis Vacher, falou da sua experiência nas missões em Burundi.

No final todos se riram com vontade com Alberto Mossó o qual recordou anedotas daqueles anos. “Nesse tempo as irmãs e os padres separavam a juventude e nós tratávamos de nos juntar e o momento idóneo era o Mês de Maria. Era o momento para olhar os rapazes e as raparigas. Também eram tempos em que sabíamos das notícias “eles vão para a Alemanha” e assim iam nascendo as vocações ou outros que começavam a namorar e que hoje vemos que continuam casados”.

“No sábado foi recordar toda esta história. Encontrar-me com gente que não via há 40 anos. Ver como tínhamos mudado. Mas que continuamos a ser os mesmos jovens com os mesmos ideais nos nossos corações! Disse emocionado Yerko Simicic. “Voltei a sentir-me com 15 anos. O meu coração voltou a arder”, conta Carmen Delia Sepúlveda.

“O mais importante do encontro é que, apesar de terem passado 40 anos, une-nos uma grande amizade e Aliança de Amor”, comentou Vicky.

Original: espanhol. 01.09.2017. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

 

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