Colocado em 1. Julho 2017 In Missões

EU NÃO QUERIA IR…

ECUADOR, Emilio Puñet •

Resisti durante anos me convencendo de que já teria outros apostolados, de que para que iria me meter em mais problemas. Vamos, não é o meu. O calor, desconforto, a viagem de não sei quantas horas…

Eram as primeiras missões familiares com minha esposa em Jama, e todo o que eu temia… sucedeu! E, pior ainda, um galo cantaria debaixo de nossa janela nunca deixou de cantar toda a noite.

E se você é exatamente o instrumento que Deus escolheu?

Claro. Capital de graças. Eu sei. Todos em Schoenstatt sabemos. Não é tão fácil: não deixa de ser cansativo… até que um decide entregar-lo livremente, deixar de se queixar, oferecer tudo por essas pessoas que estão ávidas por Deus, que talvez eles não sabem e que talvez é tu que tens que ser o instrumento que Deus pensou para acender uma luz em sua vida.

Um instrumento defeituoso do qual Deus espera um SIM incondicional.

Parece pretensioso! Porque a realidade é que a luz a acende Deus em sua vida. Somente espera teu SIM incondicional. Isso é a essência das missões familiares. Assim foi esta vez e suspeito que sempre é assim.

“Em saída”, a fé se fortalece dando-a

Ver famílias inteiras com crianças e jovens enfrentando com entusiasmos as tarefas atribuídas pelos chefes (chefes terríveis) foi enriquecedor para todos. Como as crianças se envolvem, como eles aprendem que a fé é fortalecida pela doação, compartilhando-a, sem vergonha, sem queixas.

Dona Gloria, uma lição

Dona Glória de Saénz, 92 anos, quis nos acompanhar nesta ocasião para assistir a consagração da igreja pelo Bispo de Portoviejo. Ela com seu empenho e sua firmeza se ocupou nos primeiros momentos em conseguir os recursos para fornecer tendas a paróquia que tem servido para todas as celebrações em um ano. Ali houveram missas, comunhões, batizados, casamentos, funerais…todo pelo empenho de Dona Glória.

Não sei se em nossa vida voltaremos a viver algo igual

Toda a missão foi possível assistir a consagração da igreja. Uma cerimônia muito bonita, muito emotiva. Não sei se em nossa vida voltaremos a viver uma cerimônia de consagração de uma igreja. Desfrutamos. Homens novos, pedras vivas da igreja.

Com o coração cheio de amor

Porta a porta. Divididos em grupos pequenos nos repartimos pela geografia de Jama. Olá. Como está? Viemos falar-lhes de Deus e da Mãe Rainha. Eles pensaram que não estávamos lá em nome do pároco. Na realidade queríamos mais escutar do que falar, deixar uma lembrança da Mãe, convidar-los a receber a peregrina. Quanto sofrimento dessas pessoas depois do terremoto que ocorreu um ano atrás! E quanto bem fazia para eles poder contar e poder rezar juntos!

13 imagens da Mãe Peregrina. 13 missioneiros comprometidos neste apostolado. A Mãe Peregrina ficou em Jama. 130 famílias vão recebê-la já no mês de junho. E a primeira visita da Mãe peregrina a casa de um missionado foi feita com um de nós. Rezamos juntos, se juntaram já em algumas casas os vizinhos e familiares que vão recebê-la. Quanto bem faz a visita da Mãe! Quantas coisas para agradecer, quantas para pedir!

E o bingo. Toda uma grande preparação para que, jogando o bingo, as pessoas que participaram, quase 400 pessoas, levaram não somente presentes físicos, mas também o calor de quem chegava de muito longe para atendê-las, para escutá-las, para levar uma mensagem de fé intercalada no meio dos cartões do jogo. E uma arrecadação desses fundos para a paróquia. Uma mais.

Tudo para levar uma mensagem de alegria, uma mensagem de fé, uma mensagem de esperança, com o coração cheio de amor.

A fé se fortalece dando-a. Eu não queria ir…

 

Fonte: www.schoenstatt.ec com permissão do autor e dos editores

Original: Espanhol, 07.06.2017. Tradução: João Pozzobon, Santa Maria, Brasil

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