Colocado em 21. Setembro 2017 In José Kentenich

Aquilo que a Igreja diz HOJE e dirá AMANHÃ do Padre Kentenich se define em cada um de nós

Pe. Guillermo Carmona, Diretor Nacional do Movimento de Schoenstatt na Argentina •

Estava chovendo em Schoenstatt no dia 20 de setembro quando o carro que levava o caixão do Padre Kentenich partia do Santuário Original até a Igreja da Santíssima Trindade no monte. As Irmãs de Maria rodeavam o carro, carregando em suas mãos um lírio. Assim, reconheciam como pai, aquele que, sem ter gerado vida física, se consagrou totalmente aos demais.

Eu observava tudo isso desde um canto no caminho, cuidando para que tudo transcorresse em ordem. Enquanto o carro se aproximava, pensei nas pessoas que subiam o monte, representando tantas outras pessoas que, desde diversos lugares do mundo, acompanhavam o evento com dor e gratidão: era “o chorar humano e o sorriso divino” como dizia o Pe. Kentenich.

Já na Missa, o então Bispo de Münster e membro do Instituto de Sacerdotes Diocesanos, Monsenhor Enrique Tenhumberg, relembrou um texto de São Paulo:

“Começamos outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou, porventura, necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, sendo manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração. ” (2 Corintios, 3:1-3).
Cada grande homem é uma carta de Deus escrita em nosso tempo, dizia Tenhumberg, expressando um ponto fundamental para entender o Padre Kentenich: foi instrumento do Espírito em sua pessoa e em sua obra; evangelho – boa nova – para o coração do homem e a cultura de hoje.

Mas não basta que o Padre seja uma carta de recomendação. Cada um de nós deveria sê-lo: “Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens”, relembrava São Paulo.

O que a Igreja diz HOJE e dirá AMANHÃ do Padre Kentenich se define em cada um de nós, em cada família schoenstattiana, em cada jovem, no missionário da Mãe Peregrina, em mim…

O que deveriam encontrar os homens nesta carta viva? Fundamentalmente três dimensões: a aliança que transforma, o vigor evangélico de uma Igreja em saída e a presença de Deus, Pai fiel e misericordioso, em quem podemos confiar e nos abandonar como uma criança.

O ano do Pe. Kentenich é um convite a canonizá-lo com nossa vida: “Canonizem-no vocês!” Nos desafiava São João Paulo II na praça São Pedro. E é bom que seja assim. É providencial que o processo demore: de que adiantaria tê-lo já nos altares, se a Igreja não reconhece ainda seu carisma, sua mensagem para o tempo de hoje? Seria um mero ato, valioso para nós, mas que provavelmente seria esquecido, como o nome e o rosto de muitas pessoas canonizadas nos últimos anos pela Igreja.

Só então, quando sua família se esforce para viver como ele viveu, proclamar o que ele proclamou, amar o que ele amou, aí sim, é provável que ele faça – como expressão desse milagre – o milagre que a igreja precisa para confirmar sua santidade.  A bola está, então, em nossa quadra, e o jogo já está acontecendo. Mãos à obra!

Enquanto isso, fica de estímulo sua mensagem: “Em íntima comunidade com Cristo e com Maria, queremos ir rumo ao Pai. ‘Vim do Pai e volto a ele’, isto vale também para nós. Com o Salvador e no Salvador caminhamos rumo ao Pai; estamos no mundo, mas vamos com ele também até o Pai” (José Kentenichm 1964).

Desejo-lhes um “Ano do Padre Kentenich” muito abençoado e que sejamos essa carta de apresentação, não escrita com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo.

Les deseo un “Año del padre Kentenich” muy bendecido y que seamos esa carta de presentación, no escrita con tinta, sino con el Espíritu del Dios viviente.

Original: espanhol, 20.09.2017. Tradução: Isabel Lombardi, Guarapuava PR, Brasil.

Abertura do Ano do Pe. Kentenich

Um Ano do P. Kentenich – a ênfase não está colocada no interior da própria Família de Schoenstatt, mas para fora

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