Colocado em 2. Agosto 2017 In José Kentenich

Agora no coração da vibrante vida humana! Agarrar a oportunidade com as duas mãos…

Entrevista a Mons. Peter Wolf, Oberkirch •

Agora no coração da vibrante vida humana! Agarrar a oportunidade com as duas mãos! Hoje, isto parece ser, inclusivamente, mais necessário do que nós podermos debater sobre as coisas com toda a espécie de teorias abstractas. Mergulharmos na vida prática! Aí, onde a podemos abordar…aí encontramo-la em grande abundância!

Duma reunião editorial da equipa de schoenstatt.org? Poderia ser, mas não é.

Do Papa Francisco aos Cardeais ou aos sacerdotes? Encaixaria, mas também não.

Uma boa tradução de uma convocatória durante as missões universitárias na América do Sul? Novamente, não!

É muito mais antiga. Do ano do nascimento de Julia Roberts, Boris Becker e do Rei Willem-Alexander (Rei da Holanda). Do ano da guerra do Biafra, do primeiro transplante do coração e do lançamento da televisão a cores na Alemanha, no meio da Guerra Fria e durante o ponto mais álgido do Movimento Hippie, o “Summer of Love”, 1967. Isto foi dito pelo Pe. Kentenich, literalmente e, agora, passados 50 anos, pode ler-se num livro de pequeno porte, acabado de imprimir com o título “Victoria Patris. Conferência em Oberkirch 1967”.

Monsenhor Peter Wolf reeditou o texto baseado na gravação áudio original de 1967. A conferência aborda a vida actual, tal como a observou e à qual se dedicou o Padre Kentenich e, dá um poderoso testemunho do modo como a empunhou e a entreligou com a espiritualidade do Movimento inteiro.

Continua com uma longa passagem bíblica relacionada com a fé na Divina Providência, na qual o Padre Kentenich vê um carisma de Schoenstatt. Finalmente, interligou tudo com o Ideal do Movimento daquele tempo “Victoria Patris” que, continua, ainda hoje, a despertar vida.

schoenstatt.org questionou  Mons. Dr. Peter Wolf, que por estes dias celebrou 70 anos de vida, sobre a nova versão de “Victoria Patris”, a conferência do Padre José Kentenich durante a sua visita a Oberkirch em 3 de Setembro de 1967.

1 – Pessoalmente, o que o motivou a reeditar esta conferência?

Em 6 de Março mudei-me do Monte Moriah para Marienfried em Oberkirch. Como sacerdote da Diocese de Freiburg regressei à minha Diocese de origem depois do meu tempo como Director Geral do Instituto Internacional de Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt. O Arcebispo Burger deu-me o cargo de Director Espiritual no Centro de Schoenstatt Oberkirch Marienfried. Lá no Centro, os responsáveis estavam a fazer os preparativos finais para a “Festa do Encontro”, no dia 18 de Junho, com o fim de celebrar a visita que o Pe. Kentenich fez a Oberkirch. Neste contexto, foi-me pedido que tornasse acessível, uma vez mais, as conferências do Pai-Fundador. Eu quis satisfazer este pedido.

2 – Como explica, o senhor, as diferenças que existem nos textos das diversas publicações a que se refere?

Logo a seguir à visita no ano de 1967, foram, rapidamente, publicadas as conferências do Pai-Fundador. Durante o processo, vários erros se imiscuíram sorrateiramente e, mais tarde as pessoas tentaram, repetidas vezes, suavizar o texto. Quando os Padres de Schoenstatt editaram a série “Propheta locutus est”,providenciaram uma interpretação, de longe, mais fiel, da original palavra falada. Mas era uma publicação interna da Comunidade. Eu pedi à Direcção Geral dos Padres para usar este texto como base da minha publicação. De modo a torná-la mais fácil de ler, aproveitei o encorajamento e a colaboração do Pe. Rainer Birkenmaier e juntei subtítulos e outros comentários adicionais para os leitores de hoje.

3 – Pessoalmente, ao editar este livro chegou a novas percepções?

Durante a visita do Pe. Kentenich, eu, como jovem estudante, estava presente. Desde esse momento, lembrava-me sempre da passagem tão bíblica da Fé na Divina Providência. Durante o recente trabalho com o extenso texto, dei-me conta da enorme atenção que o nosso Pai-Fundador prestava às perguntas vindas da Família de Schoenstatt da Diocese e que força ele tinha para interligar as várias correntes espirituais dentro da sua Obra.

4 – Que importância actual tem esta conferência do Padre Kentenich sobre Oberkirch e a Diocese de Freiburg para fora?

Para começar, na Família de Schoenstatt de Trier estava vivo e é o nome do Santuário de Schoenstatt de Berlim, a nossa capital, além disso é o nome de um curso das Irmãs de Maria. Mesmo se, o título Victoria Patris não é tão conhecido dentro do Movimento a nível mundial, está completamente de acordo com o objectivo do Papa Francisco durante o Ano da Misericórdia, assim como, com o pensamento de Santa Teresinha de Lisieux. Para mim, é uma brilhante continuação da intenção do Ano da Misericórdia.

5 – Qual é a sua passagem favorita?

Como sempre, para mim, é particularmente valiosa a maneira como o Padre Kentenich nos conduz, de um modo muito bíblico, a colocarmos o Deus da Vida no centro e, como ele vê a Fé na Divina Providência como um carisma de Schoenstatt. A minha passagem favorita está na página 35 sob o título: Uma característica de Schoenstatt: Colocar o Deus da Vida no centro.

6 – O Padre Kentenich só fez uma conferência?

Não, na tarde do primeiro dia da sua visita deu uma breve conferência à Liga das Mães que, também se pode encontrar no livro Victoria Patris. No segundo dia que, foi organizado, nessa altura, como Jornada do Conselho Diocesano, o Pai-Fundador fez mais três conferências. Vou publicá-las num segundo livro entre 3 e 4 de Setembro deste ano, na data real da sua visita. Para esta ocasião está prevista uma Jornada do Instituto José Kentenich que abordará uma análise do conteúdo dos dois temas centrais: Colocar o Deus da Vida no centro e a Missão do Ocidente na visão do Padre Kentenich.

A entrevista foi conduzida por Maria Fischer da redacção de schoenstatt.org

ISBN 978-3-946982-00-5

Patris-Verlag, Vallendar (em alemão)

Na Patris-Verlag ou em boas livrarias

Ainda não há tradução em português.

 

 

 

 

Original: alemão (19/7/2017). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

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