Colocado em 28. Julho 2017 In José Kentenich

O compromisso: sempre fundadores

CHILE, María de los Ángeles Miranda Bustamante •

Abraços entre schoenstattianos de distintas gerações e cidades, deram inicio à celebração dos 70 anos da Fundação do Movimento no Chile, aquele chuvoso 27 de junho de 1947, na casa de Pasaje Quinta Nº 28, Valparaíso.

A Ata assinada pelo Fundador

Nessa ocasião um grupo de senhoras e o Padre Kentenich assinaram a Ata da Fundação, onde se comprometiam a levar para sempre o ideal de fundadores, que os chamava a distinguir-se da massa onde quer que estivessem.

Setenta anos depois

A festa começou na Casa Mena, antigo hospital que recebeu as primeiras Irmãs de Maria e as visitas do Pai Fundador, cuja construção foi há pouco remodelada pela Família de Schoenstatt para transformar-se num lugar de peregrinação.

De seguida, apesar do céu carregado de nuvens, percorreram a pé o Caminho Cintura até chegar ao Cerro Alegre e encher por completo a Paróquia San Luis Gonzaga, antigamente administrada pelos Padres Pallotinos e que acolheu os primeiros grupos de senhoras, casais e as recém formadas juventudes masculina e feminina.

“A minha avó foi uma das fundadoras”

No inicio da missa na Paróquia San Luis, presidida pelo Bispo de Valparaíso, Monsenhor Gonzalo Duarte, os chefes do ramo e os representantes das Famílias de Agua Santa, Los Pinos, Quillota e Villa Alemana, levaram em procissão as bandeiras até ao altar, enquanto o coro das Famílias de Agua Santa entoava “Te cantaremos depois da última conquista…”.

Na homilia, monsenhor Duarte recordou que a sua avó era uma das fundadoras e que o seu nome aparece no verso da Ata, que se exibe atualmente no Santuário de Agua Santa. “Eu nasci vendo na casa dos meus avós, ao lado da cama, a conhecida estampa da Mater a preto e branco”, partilhou.

Voltar a assumir os grandes valores do Padre José Kentenich e de Schoenstatt

Monsenhor Duarte recordou que os desafios da Igreja de hoje não são os mesmos de há 70 anos e que a visita do Papa Francisco em 2018 não será a mesma que a do Papa João Paulo II em 1987, porque haverá mais confrontação.“A Igreja vai caminhando entre as dores do mundo e os consolos de Deus. Então, neste momento tão significativo, em discernimento pessoal e institucional, de voltar a assumir os grandes valores do Padre José Kentenich e de Schoenstatt, devemos perguntar-nos em que situação estamos como Movimento, o que é que temos de trazer à Igreja e ao mundo. São perguntas que devem ser feitas” , afirmou.

A fidelidade das fundadoras

A crónica conta que no dia 27 de junho de 1947, o Padre Kentenich encontrou-se com um grupo de 17 senhoras que se reuniam em Valparaíso desde 1940, orientadas por Benedicta Daiber. Elas tinham mostrado tanta fidelidade, que já em 23 de junho de 1942 se tinham oferecido na Eucaristia pela vida do Pai Fundador, que nessa data estava no campo de concentração de Dachau. No seu encontro com elas cinco anos depois, o Pai descobriu comovido que nesse mesmo dia tinha sido salvo do  “transporte de inválidos” –a morte certa– graças à intervenção de um guarda seu conhecido.

O Fundador recordou-lhes nesse dia a missão do nosso país na grande tarefa de Schoenstatt, através de três pontos que constam na Ata: que se trata de una missão divina, pelo que não importa a debilidade dos instrumentos; que somos elite, porque devemos aspirar ao mais alto e, por último, que temos a grande responsabilidade de ser sempre fundadores.

 

Fonte: Revista Vínculo, julho de 2017

Original: espanhol. 27.07.2017. Tradução: Maria de Lurdes Dias, Lisboa, Portugal

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