Colocado em 5. Janeiro 2018 In Igreja - Francisco - movimentos

Uma Aliança Humanitária

EUROPA, Maria Fischer com material de Sant’Egidio.org •

“Mais de 3.100 pessoas perderam a vida este ano no Mediterrâneo. Agora, o exército de Itália trouxe refugiados directamente da Líbia. A Igreja italiana faz o possível”, esta é uma notícia que dá a volta ao mundo na Noite de Natal. A Igreja italiana fá-lo em colaboração com a Comunidade de Sant’Egídio, um Movimento fundado em 1968, pequeno e muito comprometido.

Na manhã de 22 de Dezembro, Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Sant’Egídio, foi recebido em audiência pelo Papa Francisco. Com o intercâmbio de votos de Natal, chegou a conversa – nas vésperas do 50º aniversário da fundação – ao tema da hospitalidade e da integração de imigrantes e refugiados, especialmente, no que respeita aos corredores humanitários que, agora, são considerados, não só em Itália, mas também, na Europa, como modelo.

Foram tratadas várias questões relacionadas com o compromisso de Sant’Egídio nos diversos continentes, como, por exemplo, o trabalho pela paz e, em geral, a preocupação com os pobres e as periferias.

 

 Os primeiros refugiados, directamente da Líbia para Itália

“Esta é uma evolução realmente inovadora”, diz o enviado da ONU para o Mediterrâneo Central, Vincent Cochetel. E, também o Ministro da Administração Interna de Itália, Marco Minniti, fala de um “momento histórico”, a seguir aos primeiros voos. Pela primeira vez, foi aberto um corredor humanitário para trazer refugiados reconhecidos pelo ACNUR e retirá-los da ilegalidade. O presidente da Conferência Episcopal Italiana, Cardeal Gualtiero Bassetti, vê nos corredores humanitários, basicamente, um caminho para salvar muitas pessoas.

Porque este é o objectivo dos corredores humanitários, um conceito que juntos, elaboraram o Ministro da Administração Interna italiano e a Conferência Episcopal. Primeiro, querem possibilitar a entrada legal e segura e, a seguir, garantir uma melhor integração dos refugiados com um apoio a um mais longo prazo.

Financiado com fundos dos impostos da Igreja

Os Bispos italianos e o Governo de Roma fizeram, em Janeiro, um pacto com este objectivo, consubstanciado num acordo de dois anos. Por conseguinte, a admissão é financiada com fundos dos impostos da Igreja. Paróquias, famílias, organizações religiosas e organizações humanitárias participam no alojamento. A Cultura da Aliança ao serviço dos mais pobres e vulneráveis. E, certamente, a melhor publicidade para a Igreja nestes tempos turbulentos.

Sant’Egídio é pioneiro em corredores humanitários.

Não basta abrirmos os nossos corações ao sofrimento dos outros

“Com espírito de misericórdia, abraçamos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental.

Estamos cientes de que não basta abrir os nossos corações ao sofrimento dos outros. Há muito que fazer antes de os nossos irmãos e irmãs poderem voltar a viver em paz numa casa segura. Acolher o outro requer um compromisso concreto, uma corrente de apoios e beneficência, uma atenção vigilante e abrangente”.

Original: alemão (26/12/2017). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

Papa Francisco, Mensagem para a Jornada Mundial da Paz

 

 

 

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