Colocado em 11. Novembro 2017 In Igreja - Francisco - movimentos

Empresários chilenos fazem sua a Doutrina Social da Igreja

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Em razão da próxima visita do Papa Francisco ao Chile, prevista para os dias 15 a 18 de Janeiro de 2018, a União Social de Empresários, Executivos e Empreendedores Cristãos (USEC), organizou, na capital chilena, um encontro para aprofundar a visão do Pontífice sobre o papel dos homens e das mulheres de empresa.

O encontro, no qual participaram mais de 200 pessoas, serviu também para promover, no âmbito empresarial, a assinatura de um compromisso de observância dos princípios da Doutrina Social da Igreja, que entregarão ao Pontífice durante a sua estadia no país transandino.

Os trabalhos iniciaram-se com uma exposição sobre a personalidade do Papa Francisco e o seu pensamento social, a cargo do jornalista Sergio Rubín, editor do suplemento Valores Religiosos, do jornal Clarín e co-autor, com a jornalista Francesca Ambrogetti, de O Jesuíta, a primeira biografia de Jorge Bergoglio que, inicialmente, foi apresentada em Buenos Aires em 2010. A seguir, houve um painel do qual participaram, para além de Rubín, o presidente da USEC, Ignacio Arteaga; o ex-presidente da União Internacional Cristã dos Dirigentes de Empresa (Uniapac), o argentino José María Simone; e o titular da Confederação da Produção e do Comércio do Chile (CPC) e o ex-chanceler do país transandino, Alfredo Moreno, que foi moderado pelo secretário da redacção do jornal El Mercurio, Carlos Schaerer. Rubín salientou que o Papa “é a favor de uma economia social de mercado que, em linha com a Doutrina Social da Igreja, tenha como centro o Homem”, mas preocupa-o a especulação financeira, ao mesmo tempo que, assinalou a importância que outorga aos empresários como criadores de riqueza e fornecedores de trabalho.

 

Simone destacou a preocupação de Francisco face ao risco de o dinheiro se converter em objecto de adoração e substituir uma consideração humana da economia e da actividade empresarial. Nesse sentido, disse que num encontro com empresários, o Papa disse que “o dinheiro é o esterco do diabo”.

Por sua vez, Moreno disse que, desde a visita do Papa João Paulo II ao Chile, há 30 anos, o país mostra um grande progresso que, se traduziu na melhoria das condições de vida dos chilenos, com uma redução dos níveis de pobreza. Mas, esclareceu que “como a vida humana, ninguém pode dizer que o fez perfeito”.

Finalmente, Arteaga convidou os presentes a assinarem o compromisso, no qual, entre outras coisas, se expressam os propósitos de “ oferecer trabalhos dignos, criando as melhores condições laborais que sejam possíveis, tendo em consideração a sustentabilidade da empresa, potenciando os seus talentos e virtudes” e de “ viver a justiça, a fraternidade, o respeito, a generosidade, velando para que a empresa seja uma comunidade de pessoas”.

O compromisso está integrado na campanha Firma por Chile (Assina pelo Chile). A declaração pode ler-se no site http://www.firmaporchile.cl/

Original: espanhol (5/11/2017). Tradução: Lena Castro Valente, Lisboa, Portugal

 

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